A coisa-seio na obra de Hélène Cixous

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.30.3.68-85

Palavras-chave:

Seio, Coisa, Objeto, Ève, Hélène Cixous

Resumo

Este artigo analisa o desdobramento performativo ficcional da imagem do seio materno em quatro narrativas de Hélène Cixous: Hyperrêve (2006), Cigüe: vieilles femmes en fleurs (2008), Ève s’évade: la ruine et la vie (2009) e Homère est morte… (2014). Para tanto, visando a uma melhor compreensão dessa proposta de trabalho, esta análise será dividida em três momentos: primeiro, o da relação do ato de mamar o seio da mãe, Ève, com o fazer literário da filha-narradora, que está presente nas quatro narrativas cixousianas. Segundo, o dos deslocamentos de escrita efetuados pela narradora com a proximidade da morte da mãe, portanto, da morte do seio materno, ou melhor, do leite que alimenta a sua literatura. E terceiro, o de refletir como, em Cixous, a imagem do seio materno se apresenta não simplesmente como objeto, seja nutridor ou erótico, mas, sobretudo, como coisa, uma coisa-seio antes de qualquer nomeação linguística.

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Biografia do Autor

  • Davi Andrade Pimentel, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

    Pós-doutorando Sênior, com bolsa Faperj, do Departamento de Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-doutor Sênior, com bolsa Faperj, do Departamento de Ciência da Literatura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-doutor, com bolsa Faperj, do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense. Trabalha com a tradução para o português de textos dos escritores franceses: Maurice Blanchot, Bernard Noël e Hélène Cixous. Doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do Ceará. Graduado em Letras-Literaturas pela Universidade Federal do Ceará.

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Publicado

2026-03-18

Edição

Seção

Teoria, Crítica Literária e Outras Mídias

Como Citar

PIMENTEL, Davi Andrade. A coisa-seio na obra de Hélène Cixous. Em Tese, Belo Horizonte, v. 30, n. 3, p. 68–85, 2026. DOI: 10.17851/1982-0739.30.3.68-85. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/59671. Acesso em: 26 mar. 2026.