A coisa-seio na obra de Hélène Cixous
DOI:
https://doi.org/10.17851/1982-0739.30.3.68-85Palavras-chave:
Seio, Coisa, Objeto, Ève, Hélène CixousResumo
Este artigo analisa o desdobramento performativo ficcional da imagem do seio materno em quatro narrativas de Hélène Cixous: Hyperrêve (2006), Cigüe: vieilles femmes en fleurs (2008), Ève s’évade: la ruine et la vie (2009) e Homère est morte… (2014). Para tanto, visando a uma melhor compreensão dessa proposta de trabalho, esta análise será dividida em três momentos: primeiro, o da relação do ato de mamar o seio da mãe, Ève, com o fazer literário da filha-narradora, que está presente nas quatro narrativas cixousianas. Segundo, o dos deslocamentos de escrita efetuados pela narradora com a proximidade da morte da mãe, portanto, da morte do seio materno, ou melhor, do leite que alimenta a sua literatura. E terceiro, o de refletir como, em Cixous, a imagem do seio materno se apresenta não simplesmente como objeto, seja nutridor ou erótico, mas, sobretudo, como coisa, uma coisa-seio antes de qualquer nomeação linguística.
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