Alice's Adventures in Wonderland in Four Retranslations

The Brazilian Children's Literary Polysystem Through the Lens of Ambivalence

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17851/1982-0739.31.2.142-168

Keywords:

ambivalence, Lewis Carroll, retranslation

Abstract

Alice’s Adventures in Wonderland (1865) was one of the first ambivalent works to enter the global literary canon (Shavit, 1986), captivating successive generations of readers, both children and adults, and remaining in circulation to this day. This article proposes a study of the source text, written by Lewis Carroll, alongside four Brazilian retranslations: those by Monteiro Lobato (1931), Ana Maria Machado (1996), Rosaura Eichenberg (1998), and Maria Luiza Borges (2002). The analysis focuses especially on how songs, poems, and wordplay from the source text are rendered in each target text. Departing from Toury’s (1995) notion of initial norm, we analyze each translator’s overall choice between prioritizing adequacy to the source text, or the acceptability of the target text in the target culture. We also argue that the translation project, translational stance and horizon of translation (Berman, 1995) in which each translator operates are dimensions that interconnect and influence translation choices.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biographies

  • Olívia Leandro Sá Motta, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    Mestranda em estudos literários pelo programa de pós-graduação da Universidade Federal de Minas Gerais (Pós-LIT-UFMG), e bacharel em Letras pela UFMG. Bolsista Fulbright (FLTA) na Universidade de Yale (2025/2026). Professora de inglês e francês e tradutora inglês/português e francês/português. Atuou como professora da disciplina de Inglês para Fins Acadêmicos I (IFA I), na Faculdade de Letras (UFMG). Membro da Associação dos Professores de Francês de Minas Gerais. Lecionou inglês e francês no Centro de Extensão da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (CENEX-UFMG). Membro do Grupo de Estudos e Pesquisa em Literatura Infantil (GEPLI/UFMG). Experiência com aulas particulares de inglês, francês e português para estrangeiros.

  • Lia Araujo Miranda de Lima, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

    Professora Adjunta de língua e literatura francesa na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutora em Literatura pela Universidade de Brasília (POSLIT/UnB). Mestre em Estudos da Tradução pela Universidade de Brasília (2015). Graduada em Letras-Tradução pela Universidade de Brasília (2008), com habilitação em Francês, e em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004), com habilitação em jornalismo. Desenvolve pesquisas nas seguintes áreas: tradução literária, história da tradução, com ênfase em literatura infantil, literatura comparada, literatura em língua francesa, literatura brasileira, poesia e ecopoética. É professora credenciada no Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários - PósLit/UFMG e membro do Grupo de Pesquisa Nave - Natureza, Violência e Ecocrítica e da International Research Society for Children's Literature (IRSCL).

References

ARIÈS, P. Centuries of Childhood: A Social History of Family Life. New York: Vintage Books, 1962.

BERMAN, A. A retradução como espaço da tradução. Tradução de C. P. Martini e M.-H. Torres. Cadernos de Tradução, Florianópolis, v. 37, n. 2, p. 261-268, maio/ago. 2017. Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175-7968.2017v37n2p261/34078. Acesso em: 25 maio 2023.

BERMAN, A. Pour une critique des traductions: John Donne. Paris: Gallimard, 1995.

BURNINGHAM, J. Cadê o Júlio? Tradução de Ana Maria Machado. São Paulo: Moderna, 1998.

CAMPOS, G.; OLIVEIRA, M. C. O pensamento e a prática de Monteiro Lobato como tradutor. Ipotesi, Juiz de Fora, MG, v. 13, n. 1, p. 67-79, jan./jul. 2009.

CAMPOS, H. de. Da tradução como criação e como crítica. In: CAMPOS, H. de. Metalinguagem e outras metas: ensaios de teoria e crítica literária. São Paulo: Perspectiva, 1992.

CARROLL, L. Alice’s Adventures in Wonderland and Through the Looking Glass. London: Puffin Books, 1962.

CARROLL, L. Alice’s Adventures in Wonderland. New York: MacMillan, 1865.

CARROLL, L. Alice no País das Maravilhas. Tradução de Ana Maria Machado; ilustrações de Jô de Oliveira. 3. ed. São Paulo: Ática, 2007.

CARROLL, L. Alice no País das Maravilhas. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges; ilustrações de John Tenniel. Rio de Janeiro: J. Zahar, 2009.

CARROLL, L. Alice no País das Maravilhas. Tradução de Rosaura Eichenberg; ilustrações de John Tenniel. 2. ed. Porto Alegre: L&PM, 2017. (Coleção L&PM Pocket).

CARROLL, L. Alice no País das Maravilhas. Tradução e adaptação de Monteiro Lobato. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2021.

COELHO, N. N. A literatura infantil: história, teoria, análise: das origens orientais ao Brasil de hoje. São Paulo: Quíron; Brasília: INL, 1981.

COSTA, C. B. Versões de Alice no País das Maravilhas: da tradução à adaptação de Carroll no Brasil. 2008. Dissertação (Mestrado em Literatura) — Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008.

CRUZ, S. da. Um passeio pelas diversas traduções de Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll no português do Brasil. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada) — Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2011.

EVEN-ZOHAR, I. A posição da literatura traduzida dentro do polissistema literário. Tradução de Leandro de Ávila Braga. Revista Translatio, n. 3, 2017. Disponível em: https://virtual.ufmg.br/20241/pluginfile.php/289641/mod_resource/content/0/EVEN-ZOHAR%2C%20I.%20A%20posi%C3%A7%-C3%A3o%20da%20literatura%20traduzida%20no%20polissistema%20liter%C3%A1rio%201990%20tradBR%202017.pdf. Acesso em: 12 jun. 2024.

EVEN-ZOHAR, I. Polysystem Theory. Poetics Today, v. 1, n. 1-2, p. 287-310, 1979.

LAJOLO, M.; ZILBERMAN, R. Literatura infantil brasileira: História e Histórias. 6. ed. São Paulo: Ática, 2007.

LAMBERT, J.; VAN GORP, H. On describing translations. In: DELABASTIA, D.; D’HULST, L.; MEYLAERTS, R. (ed.). Functional Approaches to Culture and Translation: selected papers by José Lambert. Amsterdam; Philadelphia: John Benjamins, 1985. p. 37-47.

LOBATO, M. A barca de Gleyre. 1. tomo. São Paulo: Brasiliense, 1964.

LOBATO, M. A barca de Gleyre. 2. tomo. São Paulo: Brasiliense, 1964.

LOTMAN, Y. The Dynamic Model of Semiotic Systems. Semiotica, v. 21, p. 193-210, [1974] 1977.

MACHADO, A. M. Com a palavra Ana Maria Machado. Entrevista concedida a Andréia Guerini. Medusa, Curitiba, v. 1, n. 1, p. 17-45, 2021.

MARTINS, M. A. P.; OLIVEIRA, A. O. P. de. Alice e O mestre ignorante: relações entre a obra literária e a experiência educacional. SOLETRAS, Rio de Janeiro, v. 32, n. 32, p. 223-241, jul./dez. 2016.

RIBEIRO, J. A. P. As diversas facetas de Monteiro Lobato. São Paulo: Roswitha Kempf, 1984.

ROCHA LIMA, C. H. da. Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro: José Olympio, 2011.

SAPIRO, G. Normes de traduction et contraintes sociales. In: PYM, A.; SHLESINGER, M.; SIMEONI, D. (ed.). Beyond Descriptive Translation Studies: Investigations in Homage to Gideon Toury. Amsterdam; Philadelphia: John Benjamins, 2008. p. 199-208.

SEARA, I. C.; NUNES, V. G.; LAZZAROTTO-VOLCÃO, C. Fonética e fonologia do português brasileiro. 2. ed. Florianópolis: LLV/CCE/UFSC, 2011.

SHAVIT, Z. Poetics of children’s literature. Athens; London: The University of Georgia Press, 1986.

SOUZA, M. C. de. Percursos tradutórios de três traduções em português de Alice’s Adventures in Wonderland. 2009. Dissertação (Mestrado em Tradução) — Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução, Instituto de Letras, Brasília, 2009.

TELLES, L. F. P. Autoria, comunidade e a noção de pertencimento. Cad. Cedes, Campinas, v. 38, n. 105, p. 189-204, maio/ago. 2018.

TOURY, G. Descriptive translation studies and beyond. Philadelphia: John Benjamins, 1995.

VENUTI, L. The Translator’s Invisibility: A History of Translation. London: Routledge, 1995.

Published

2026-08-06

Issue

Section

Tradução e Edição

How to Cite

MOTTA, Olívia Leandro Sá; LIMA, Lia Araujo Miranda de. Alice’s Adventures in Wonderland in Four Retranslations: The Brazilian Children’s Literary Polysystem Through the Lens of Ambivalence. Em Tese, Belo Horizonte, v. 31, n. 2, p. 142–168, 2026. DOI: 10.17851/1982-0739.31.2.142-168. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/article/view/65210. Acesso em: 13 aug. 2026.