De la pluralidad conceptual al consenso escolar: circulación y estabilización del concepto de «vida» a la luz de la epistemología de Fleck
Da pluralidade conceitual ao consenso escolar: circulação e estabilização do conceito de “Vida” à luz da epistemologia de Fleck
DOI:
https://doi.org/10.1590/Palabras clave:
Epistemología de Fleck, Controversias científicas, Concepto de vida, Enseñanza de la biologíaResumen
Este trabajo examina la definición de vida como problema plural en biología y como contenido estabilizado en la enseñanza de la biología. A la luz de la epistemología de Fleck, entendemos las definiciones como hechos científicos situados en colectivos y estilos de pensamiento, y describimos el tráfico entre círculos esotéricos y exotéricos. Reconstruimos cinco estilos que sustentan las caracterizaciones canónicas de la vida: evolutivo-histórico, físico-químico, sistémico-organizacional, termodinámico de la autoorganización y la complejidad, y metateórico-operacional. Argumentamos que la pluralidad es operativa en lo esotérico, pero tiende a desaparecer en la circulación por simplificación, selección y reordenación, produciendo consenso didáctico y enunciados apodícticos. Por último, indicamos implicaciones para la enseñanza y la formación docente: explicitar los límites de las listas, reintroducir la historia y las controversias controladas, y utilizar casos límite para enseñar la vida como un concepto controvertido y fértil para cuestiones sociocientíficas. El estudio es teórico-epistemológico, basado en la sistematización de la literatura canónica y educativa, sin pretensión de exhaustividad empírica en este recorte analítico.
Referencias
Atkins, P. W., de Paula, J., & Keeler, J. (2023). Physical chemistry for the life sciences. Oxford: Oxford University Press.
Benner, S. A. (2010). Defining life. Astrobiology, 10(10), 1021–1030. https://doi.org/10.1089/ast.2010.0524
Bertoni, D. (2012). Gênese e Desenvolvimento do conceito de Vida. (Tese de Doutorado – Educação). Universidade Federal do Paraná. https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/29744
Bich, L., & Green, S. (2018). Is defining life pointless? Operational definitions at the frontiers of biology. Synthese, 195(9), 3919–3946. https://doi.org/10.1007/s11229-017-1562-1
Calado, F. M., Scharfenberg, F. J., & Bogner, F. X. (2016). To what extent does genetic content in textbooks contribute to scientific literacy? Analysis of STSE issues in textbooks. Revista Portuguesa de Investigação Educacional (16), 253–287.
Capra, F. (1996). The web of life: A new scientific understanding of living systems. New York: Anchor Books.
Chevallard, Y. (1991). La transposición didáctica: del saber sábio al saber enseñado. Buenos Aires: Aique.
Cleland, C. E. (2020). The quest for a universal theory of life: Searching for life as we don’t know it. Cambridge: Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/9781139046893
Costa, K. M. G., Silva-Forsberg, M. C., & Oda, W. (2015). Formação de professores de Química: Contribuições da epistemologia de Fleck. Latin American Journal of Science Education, 2, 1–14.
Coutinho, F. A.; Mortimer, E. F., & El-Hani, C. N. (2007). Construção de um perfil para o conceito biológico de vida. Investigações em Ensino de Ciências, 12(1), 115-137.
Cunha, M. A. C., Coqueiro, S. V. dos, Neves, A. C. D., & Neves, M. C. D. (2025). Paradigmas e Revoluções Científicas na cosmologia: Uma análise à luz da epistemologia da ciência de Thomas Kuhn. Revista de Ensino de Física e Astronomia, 1(1), 42-61.
Dobzhansky, T. (1973). Nothing in biology makes sense except in the light of evolution. The American Biology Teacher, 35(3), 125–129.
Ferraro, J. L. S. (2009). Da história natural à biologia: O conceito de vida nos livros didáticos. Travessias, 3(3), 34–62. https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=702078554003
Ferraro, J. L. S. (2019). O conceito de vida: Uma discussão à luz da educação. Educação & Realidade, 44, e90398. https://doi.org/10.1590/2175-623690398
Ferraro, J. L. S. (2019). O conceito de vida: Uma discussão à luz da educação. Educação & Realidade, 44(4), e90398. https://doi.org/10.1590/2175-623690398
Ferreira, A. S., et al. (2020). A evolução dos estudos sobre questões sociocientíficas: Caracterização dos trabalhos apresentados em eventos brasileiros da área de ensino de ciências. South American Development Society Journal, 6(18), 257–257.
Fioresi, C. A., & da Silva, H. C. (2022). Ciência popular, divulgação científica e Educação em Ciências: Elementos da circulação e textualização de conhecimentos científicos. Ciência & Educação, 28, e22049. https://doi.org/10.1590/1516-731320220049
Gecow, A. (2025). Two coherent definitions of the life process are derived from the half-chaos theory and the (unintentional) purposeful information theory. BioSystems, 105533. https://doi.org/10.1016/j.biosystems.2024.105533
Josephino, M. F., Santos, M. C. F. dos, & Bastos, W. G. (2023). Professores, autores e livros didáticos: A definição de vida em compêndios de História Natural e Biologia (1930–1959) para o ensino secundário. Cadernos de História da Educação, 22, e212. https://doi.org/10.14393/che-v22-2023-212
Karat, M. T., & Giraldi, P. M. (2019). A origem da vida: Uma análise sobre a natureza da ciência em um vídeo educativo do YouTube. ACTIO: Docência em Ciências, 4(3), 58–76.
Kuzawa, C. W. (2007). Developmental origins of life history: Growth, productivity, and reproduction. American Journal of Human Biology, 19(5), 654–661. https://doi.org/10.1002/ajhb.20655
Lemke, J. L. (1990). Talking science: Language, learning, and values. Norwood: Ablex Publishing Corporation.
Linhares, S., & Gewandsznajder, F. (1998). Biologia hoje: Citologia, histologia, origem da vida (11. ed.). São Paulo: Ática.
Lorenzetti, L., Muenchen, C., & Slongo, I. I. P. (2013). A recepção da epistemologia de Fleck pela pesquisa em educação em ciências no Brasil. Ensaio: Pesquisa em Educação em Ciências, 15(3), 181–197. https://doi.org/10.1590/1983-21172013150311
Martínez Pérez, L. F., Carvalho, W. L. P., Lopes, N. C., Carnio, M. & Vargas, J. J. B. (2011). A abordagem de questões sociocientíficas no ensino de ciências: Contribuições à pesquisa da área. In Anais do Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências (Vol. 8).
Maturana, H. R., & Varela, F. J. (1980). Autopoiesis and cognition: The realization of the living. Dordrecht: D. Reidel Publishing Company.
Mayr, E. (1982). The growth of biological thought: Diversity, evolution, and inheritance. Cambridge: Belknap Press of Harvard University Press.
Meincke, A. S. (2019). Autopoiesis, biological autonomy, and the process view of life. European Journal for Philosophy of Science, 9(1), Article 5. https://doi.org/10.1007/s13194-018-0220-8
Monod, J. (1970). Le hasard et la nécessité: Essai sur la philosophie naturelle de la biologie moderne. Paris: Éditions du Seuil.
Müller, G. C. K. (2005). Alcances e fragilidades: Os temas de vida e morte nos livros didáticos. Educação: Revista do Centro de Educação, 30(1), 165–180.
National Research Council. (1990). The search for life’s origins: Progress and future directions in planetary biology and chemical evolution. Washington: National Academy Press.
Nehm, R. H., & Kampourakis, K. (2013). History and philosophy of science and the teaching of macroevolution. In International handbook of research in history, philosophy and science teaching (pp. 401–421). Dordrecht: Springer Netherlands.
Nicolini, L. B., Falcão, E. B. M., & Faria, F. S. (2010). Origem da vida: Como licenciandos em Ciências Biológicas lidam com este tema? Ciência & Educação, 16(2), 355–367. https://doi.org/10.1590/S1516-73132010000200007
Paixão, M. S., Santos, J. D. A. dos, & Paiva, J. A. de. (2024). Identidade e saberes docentes: Uma análise a partir da epistemologia de Ludwik Fleck. Investigações em Ensino de Ciências, 29(2), 296–308.
Parreiras, M. M. M. (2018). Contribuições da epistemologia de Ludwik Fleck para a formação de professores em Educação do Campo: Um estudo dos estilos de pensamento sobre o conceito de natureza (Tese de doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais). Repositório Institucional da UFMG. https://repositorio.ufmg.br/items/c3eb5976-46ba-4d27-bf85-e8865eb076ee
Prigogine, I., & Stengers, I. (1984). Order out of chaos: Man’s new dialogue with nature. New York: Bantam Books.
Pross, A. (2016). What is life? How chemistry becomes biology. Oxford: Oxford University Press.
Reis, P., & Galvão, C. (2005). Controvérsias socio-científicas e prática pedagógica de jovens professores. Investigações em Ensino de Ciências, 10(2), 131–160.
Santos, A. F. (2017). A teoria de Fleck na pesquisa em Educação Científica e Tecnológica da UFSC. Com a Palavra o Professor, 2(4), 47–62.
Schmitt, L. A., Albiero Junior, A., & Carvalho, I. C. de M. (2023). Trazendo a prática da educação em ciências e em biologia de volta à vida. Educação & Realidade, 48, e125347. https://doi.org/10.1590/2175-6236125347vs01
Schrödinger, E. (1959). What is life? The physical aspect of the living cell & mind, and matter. Cambridge: Cambridge University Press.
Silva, M. G., Costa, A., Dias, M. A. da S. & Luna, K. P. de O. (2021). A termodinâmica da vida. Revista Sustinere, 9(1), 405–421. https://doi.org/10.12957/sustinere.2021.57763
Silva, O. H. M. da, & Laburú, C. E. (2010). Inserção de componentes históricos e filosóficos em disciplinas das ciências naturais no ensino médio: Reflexões a partir das controvérsias historiográficas entre Kuhn e Lakatos. Revista Electrónica de Investigación en Educación en Ciencias, 5(2), 69-81.
Takahashi, B. T. (2018). A formação inicial de professores de ciências no estágio supervisionado: Compreendendo a identidade docente a partir da teoria das representações sociais e da epistemologia de Ludwik Fleck (Tese de doutorado, Universidade Estadual de Maringá). Repositório Institucional da Universidade Estadual de Maringá. http://repositorio.uem.br:8080/jspui/handle/1/4655
Tursi, V. C. C., & Ribeiro, G. A. C. (2024). Astrobiologia: A vida, o universo e tudo o mais. Caderno Intersaberes, 13(45), 333–349.