Medidas implementadas em Belo Horizonte para antecipar os efeitos da chuva

  • Cindy Olivier Paolucci Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba
  • Doralice Barros Pereira Universidade Federal de Minas Gerais
Palavras-chave: Riscos Hidrometeorológicos, PEAR, DRENURBS, Inundações, Escorregamentos

Resumo

O presente estudo analisou as medidas implementadas em Belo Horizonte, para antecipar os efeitos da chuva, por dois programas de gestão socioambiental voltados à redução do risco hidrometeorológico: o Programa Estrutural em Áreas de Risco e o Programa de Recuperação Ambiental e Saneamento dos Fundos de Vale e dos Córregos em Leito Natural de Belo Horizonte. Os riscos naturais físicos com capacidade destrutiva - os chamados riscos hidrometeorológicos - estão relacionados à ocorrência de processos naturais perigosos causados por chuva extrema (acima de 50 mm, com possibilidade de inundações e escorregamentos). Desde que o saneamento ambiental em Belo Horizonte passou a ser considerado um direito social, e não só um serviço, a Prefeitura Municipal começou a implementar medidas para a sua universalização. Aliado às medidas de reassentamento do Programa de Reassentamento em Função de Risco ou Obras Urbanas, o alcance progressivo dessas medidas diminuiu significativamente o número de atingidos. A nova estratégia de gestão habitacional da Prefeitura Municipal incluiu vilas e favelas, via urbanização, e reduziu o número de moradias em áreas de risco. Com isso, o número de famílias que viviam em situação de alto e muito alto risco de inundações e escorregamentos passou de 15.000 em 1994 para 10.650 em 2004 e 3.789 em 2008.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Cindy Olivier Paolucci, Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba
Geógrafa do Consórcio Intermunicipal da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba.
Doralice Barros Pereira, Universidade Federal de Minas Gerais
Professora Adjunta do Departamento de Geografia do IGC/UFMG.
Publicado
2012-06-01
Seção
Artigos