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Sobre a Revista

EQUIPE

Equipe editorial
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POLÍTICAS EDITORIAIS

Escopo e política editorial
Políticas de seção
Periodicidade
Política de acesso livre
Processo de avaliação pelos pares
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HISTÓRICO

A revista Indisciplinar foi fundada em 2015. Desde 2016, publicamos duas edições anuais, contando com pesquisadores de todo o Brasil nas áreas de urbanismo, arquitetura, sociologia, filosofia, literatura, artes e outras. Em 2019, percebemos a necessidade de adequação da revista ao formato digital OJS para ampliar a divulgação e possibilitar novos encontros entre pesquisadores do Brasil e do exterior. Neste ano, fomos avaliados no Qualis Capes como A3.

A proposta desta revista é oferecer um ponto de encontro para profissionais e estudantes de múltiplas procedências a fim de criar interfaces de debate e diálogo sobre perspectivas críticas e questões prementes de cunho político, estético, econômico, territorial, etc., e que afetam de diferentes formas nosso cotidiano na metrópole atual. Esta revista não pretende ser um ponto de encontro de disciplinas e áreas, mas a relativização mesma da própria noção de disciplina que limita a emergência de ideias e pensamentos híbridos e inovadores em um tempo dominando pelo senso comum especialista — e imediatista — neoliberal. São portanto bem-vindas todas as formas de reflexão e ação que busquem uma mediação com a realidade a fim de transformá-la e torná-la verdadeiramente mais livre, potente, democrática e amorosa. Damos as boas- vindas aos conflitos, aos encontros e desencontros, aos consensos (sempre instáveis), aos diferentes lugares do saber e à vontade de construir um outro mundo a partir de novos paradigmas ontológicos e críticos que, no entanto, aí já se encontram.

O número inaugural da Indisciplinar trouxe como temática a Indisciplina. Pensamos ser importante poder provocar, a partir das contribuições de nossos colaboradores, as possibilidades de leitura a respeito da indisciplina (política, civil, econômica, artística, etc.) na sociedade contemporânea, marcada pela docilização da experiência e das formas de vida e por uma obediência brutal e quase inteiramente a-crítica às determinações do governo, à política, ao direito, às lógicas do capital e, como decorrência dessas últimas, ao consumo e ao espetáculo massificador como formas de mediação da relações sociais, afetivas e produtivas. Acreditamos que a “indisciplina” aqui queira dizer algo a respeito de uma desobediência, uma resistência, ou ainda um desvio, por assim dizer, dessas formas narrativas, discursivas, políticas e estéticas hegemônicas que apenas reproduzem ad infinitum as relações de poder no interior da cidade neoliberal.

Embora em grande medida esta seja uma publicação de cunho acadêmico, os leitores logo perceberão que não nos atemos à linguagem visual costumeiramente desértica e pretensamente objetiva das revistas tradicionais nesse campo. A linguagem visual aqui desenvolvida juntamente dos bolsistas/designers do Grupo Indisciplinar André Victor, Nuno Neves e Octavio Mendes vai no sentido de subverter essa lógica do pensamento como deserto de afetos visuais para inserir a imagem como dimensão integral das reflexões propostas, não somente representando o que dizem os textos verbais, mas efetivamente criando uma instância analítica híbrida a partir de um diálogo semiológico constante.

Por fim, nos parece pertinente uma palavrinha sobre as seções da revista. A primeira seção abre com o olhar indisciplinado de artistas e pesquisadores num ensaio de imagens; seguimos a partir daí para a seção “Entrevista”; passamos pelos artigos da temática central da revista, alcançamos os textos complementares aos artigos (ensaios breves, resenhas, relatos de experiência, etc.), e fechamos com uma exposição de alguns trabalhos, publicações, anúncios, etc. relativos ao Grupo de Pesquisa Indisciplinar. Dizemos isso para dar uma satisfação àqueles que ainda se sentem mais seguros e operantes diante desta linearidade clássica, mas pessoalmente sugerimos uma leitura livre na ordem em que o acaso, ou o desejo, ou seus interesses pessoais apontarem. Divirtam-se.