Edições anteriores

  • Revista Indisciplinar
    v. 6 n. 2 (2020)

    A revista Indisciplinar v.6 n.2 traz o tema “Outros topos: das utopias às distopias” e propõe uma ampla reflexão sobre o uso desses conceitos ao longo da modernidade e no período contemporâneo. No ensaio de abertura, “Utopias e distopias no colapso da modernização, ou: como a crise altera os nossos regimes de expectativa”, Thiago Canettieri demonstra como o otimismo com o progresso, marca fundamental da modernidade, se perde no momento em que o fim do mundo passa a ser uma preocupação social e ambiental. Recorrendo a importantes teóricos contemporâneos, o autor tenta rascunhar as razões pelas quais a humanidade parece incapaz de manter um imaginário político e propõe caminhos para recuperarmos a esperança na coletividade e na transformação do status quo.

    Reflexões semelhantes às de Canettieri podem ser vistas nos artigos “Caminhos para utopia iconoclasta: Diálogo entre psicanálise, arquitetura e urbanismo”, de Larissa Napoli, “Na distopia ou na utopia, a cidade não é lugar de mulher”, de Yara Neves e Jéssica Rossone, “ loquedaun, a cidade em tempos de coronavírus”, de Fernando Freitas Fuão, e “Por uma ética para o espaço em tempos de crise”, escrito por membros do grupo de pesquisa e extensão Cipó-Cidades Política, da UFBA. Em todos eles, considerações sobre os engodos do projeto moderno são aproximadas de críticas à estrutura social da contemporaneidade, especialmente na condução da pandemia do coronavírus. Já “Izidora em 3 atos: O conflito fundiário. A luta popular. O imaginário simbólico da terra prometida”, de Izabella Galera e Raquel Garcia Gonçalves, evidencia como a possibilidade de transformação social pela luta política continua viva nas periferias brasileiras a partir de uma cuidadosa apresentação da história da Ocupação Izidora. Giancarlo Machado e Leonardo Brandão, no artigo “Os movimentos do fazer-cidade: reflexões sobre uma utopia citadina”, também tratam de uma faísca utópica no cotidiano urbano quando apresentam os movimentos de grupos skatistas que desafiam o planejamento urbano e a contenção dos corpos na cidade de São Paulo. A contraposição entre a atuação do Estado e a luta popular é também o tema da entrevista com Vinicius Moreno, militante do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e coordenador do Galpão da Ocupação Pátria Livre na Favela Pedreira Prado Lopes.

    O artigo “Tensões entre utopias e distopias”, de Ana Luisa Ennes Murta, apresenta uma cuidadosa análise da obra de Thomas More Utopia, evidenciando como aspectos disciplinadores constantemente colocados como antagônicos à noção utópica já estavam presentes ali. De forma semelhante, “Utopias distópicas em Frankenstein e Os despossuídos”, de Sabrina Ramos Gomes, desfaz o binarismo utopia/distopia ao recorrer a duas obras de ficção científica distópica, ambas escritas por mulheres, para demonstrar as críticas sociais e as linhas de fuga ali presentes. Francisco Freitas, em “Cartografias marinhas”, elabora uma lírica reflexão sobre o sintagma carta e suas múltiplas significações nas tentativas de representar o espaço. Já “Notas sobre utopia e distopia a partir da Casa Kaufmann em Palm Springs, California”, de Lucia Costa e Alice Murad, demonstra como a utopia californiana da segunda metade do século XX dependia de um grupo de trabalhadores explorados e invisibilizados. Uma ideia semelhante é desenvolvida por Luiz Eduardo Minks Pereira e Marcos Sardá Vieira em “Lazer, gênero e sexualidades no espaço urbano central de Erechim”, que demonstra como o planejamento urbano da cidade gaúcha favorece a exclusão de alguns grupos sociais. “Barcos Possíveis: Heterotopia como terceira margem”, de Luana Andrade e Luciana Borre, traz uma possibilidade de atuação para a universidade neste período histórico marcado pela desesperança ao narrar a atuação das profissionais nas oficinas Barcos possíveis.

    Finalmente, esta edição da revista Indisciplinar conta com três trabalhos artísticos. O ensaio gráfico Mapas: Zona, zona ou zona, de Marília Pimenta. Além disso, a revista Indisciplinar traz, pela primeira vez, um conto literário: a narrativa distópica de “Os cus do mundo”, de Marcos Fábio de Faria.

    Boa leitura a todos!

  • Revista Indisciplinar
    v. 6 n. 1 (2020)

  • Revista Indisciplinar
    v. 5 n. 2 (2019)

    As edições 8 e 9 da Revista Indisciplinar trazem o tema “Territórios populares: movimentos de resistência ao urbanismo neoliberal” e objetivam discutir as várias formas que os agentes promotores do projeto neoliberal encontram para expulsar as populações mais vulneráveis de territórios estabelecidos, bem como indicar os modos de resistência mobilizados pelos sujeitos que habitam esses espaços. Na presente revista, tratamos de estratégias para a sustentabilidade ecológica nos centros urbanos, bem como dos problemas provenientes da mineração, especialmente dos dois crimes socioambientais cometidos pela Vale em Minas Gerais, em 2016 e 2019.

  • Revista Indisciplinar
    v. 5 n. 1 (2019)

    As edições 8 e 9 da Revista Indisciplinar trazem o tema “Territórios populares: movimentos de resistência ao urbanismo neoliberal” e objetivam discutir as várias formas que os agentes promotores do projeto neoliberal encontram de expulsar as populações mais vulneráveis de territórios estabelecidos, bem como indicar os modos de resistência mobilizados pelos sujeitos que habitam esses espaços. Na presente revista, apresentamos movimentos urbanos de resistência e ocupação, ressaltando a potência de transformação de um modelo de cidade e de comunidade que eles anunciam.

  • Revista Indisciplinar
    v. 4 n. 2 (2018)

    O sétimo número da Revista Indisciplinar trata do tema da Geopolítica. As contribuições recebidas e autores convidados discutem o tema com ênfase nas tensões decorrentes da relação entre espaço e poder no mundo contemporâneo e seu diálogo com o contexto nacional. Diante da menor quantidade de submissões, em grande parte decorrente da coincidência entre o período de envio de artigos e o período eleitoral, o corpo editorial optou pela ampliação da seção Entrevistas e, também,pelo republicação e encomenda de material específico sobre o tema.

  • Revista Indisciplinar
    v. 4 n. 1 (2018)

    O sexto número da Revista Indisciplinar trata do tema Tecnopolítica e Tecnologia Social. Os artigos selecionados discutem, de um lado, a aplicação das tecnologias sociais na mobilização e organização em rede, e de outro, a aplicação da tecnologia na interseção entre as redes digitais e a organização do urbano contemporâneo. Abre a revista o ensaio “Dia de Glória”, reflexão sobre a relação entre arte e cidade como meio de fortalecimento dos elos interpessoais e de transfiguração do espaço público. Em seguida, o artigo “Universidade, Tecnopolíticas e Singularidades” discute o atravessamento da singularidade como chance da intimidade, descortinando um outro tipo de experiência, uma “experiência produtiva de indeterminação”

  • Revista Indisciplinar
    v. 4 n. 5 (2017)

    O quarto número da Revista Indisciplinar traz como tema o Artivismo. O conjunto de artigos e produções artísticas apresentado, ao imbricar arte e ativismo, funciona como importante contraponto aos tempos de exceção e ameaça à livre expressão em momento no qual a democracia plena nos parece distante.

  • Revista Indisciplinar
    v. 3 n. 4 (2017)

    O quarto número da Revista Indisciplinar traz como tema o Artivismo. O conjunto de artigos e produções artísticas apresentado, ao imbricar arte e ativismo, funciona como importante contraponto aos tempos de exceção e ameaça à livre expressão em momento no qual a democracia plena nos parece distante.

  • Revista Indisciplinar
    v. 2 n. 3 (2016)

    Dando continuidade à discussão iniciada na Revista Indisciplinar n. 2, nesta terceira edição o foco recai novamente sobre o tema da cartografia enquanto processo de produção estética, pesquisa e ativismo. Esta continuidade temática se deve ao grande número de textos recebidos para a chamada da Indisciplinar n. 2, levando o corpo editorial a optar por publicar dois números ao mesmo tempo com temáticas iguais. As edições n. 2 e n. 3 da Indisciplinar são, por assim dizer,“irmãs”. 

  • Revista Indisciplinar
    v. 2 n. 2 (2016)

    Nesta edição, o foco recai sobre o tema da cartografia enquanto processo de produção estética, pesquisa e ativismo. Os trabalhos apresentados discorrem sobre a cartografia tanto como método de investigação específico, quanto de forma mais ampliada, perpassando temas como copesquisa, pesquisa-ação, pesquisa intervenção, formação de redes tecnopolíticas de investigação, ou seja, modos de pesquisa que impliquem o pensamento na ação e transformação social, educacional e política, superando clássicas divisões entre ensino, pesquisa e extensão, entre sujeito pesquisador e objeto estudado, entre atores sociais passivos e ativos em processos de investigação, criação e formação acadêmicos e não acadêmicos.

  • Revista Indisciplinar
    v. 1 n. 1 (2015)