Utopias distópicas em Frankenstein e Os Despossuídos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2525-3263.2020.29013

Palavras-chave:

Ficção científica, Os Despossuídos, Frankenstein, Ursula LeGuin, Mary Shelley, Distopias

Resumo

Este artigo busca analisar duas obras de relevância Frankenstein (1831) e Os Despossuídos (1974)de duas escritoras da ficção científicaMary Shelley e Ursula K. Le Guinassim como estas autoras se situam nesse gênero e no campo literário. Primeiramente traça-se um breve histórico biográfico de ambas em seus contextos e no gênero ficção científica. Para realizar tal recorte usaremos as obras originais de ambas e dados biográficos contidos nestas. O presente trabalho tem o intuito de ressaltar o caráter de crítica social de ambas as obras que usam da metáfora típica da ficção científica com seus mundos imaginários, utopias distópicas para questionar o status quo da sociedade na qual as autoras estão inseridas.Ressalta-se também a importância das autoras como representantes femininas em um gênero literário marcado por uma forte presença masculina, no qual muitas vezes a presença feminina era vista de forma negativa.Além disso, busca-se ressaltar o papel da leitura de fruição, intimamente ligada ao gênero da ficção cientifica, como uma leitura que também pode ser crítica, principalmente no que tange ao papel da ciência. Para tanto usaremos os conceitos de Todorov (2009) Michele Petit (2010) Alberto  Manguel (1997), Umberto Eco (2011), Thomas Clareson (1981), Hellen Merrick (2009) e Adam Roberts (2009) além do disposto nas próprias obras analisadas.O presente artigo não busca uma análise histórica comparativa das autoras, é proposto, todavia, pensar em como mesmas separadas pelo tempo ambas autoras levam a reflexão sobre a forma como a ciência é percebida.

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Biografia do Autor

Sabrina Ramos Gomes, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG), Belo Horizonte, Brasil

Bacharel em Letras Tecnologias da Edição pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG). Mestre pelo Programa de Estudos de Linguagem do CEFET/MG, atualmente pesquisa o uso de jogos digitais no ensino da língua inglesa. Doutoranda CEFET/MG. Tem interesse nas áreas de recursos digitais para ensino de LE, jogos digitais, experiências alternativas de ensino, ensino fora de sala de aula, materiais didáticos digitais, novas tecnologias em comunicação.

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Publicado

2020-12-31 — Atualizado em 2020-12-31

Como Citar

Gomes, S. R. (2020). Utopias distópicas em Frankenstein e Os Despossuídos. Indisciplinar, 6(2), 104–125. https://doi.org/10.35699/2525-3263.2020.29013