INFINITO E NÚMERO NA FILOSOFIA DE ESPINOSA

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Palavras-chave:

Espinosa, Infinito, Indefinido, Número, Contínuo

Resumo

O objetivo deste artigo é analisar as relações entre infinito e número na filosofia de Espinosa. Para tanto, a análise iniciará se debruçando sobre a Carta 12 e distinguindo as noções de infinito em ato, indefinido, ilimitado e não-enumerável. Nesse momento, buscar-se-á evidenciar em que medida as noções citadas diferem entre si, e porque não podem ser confundidas. Ao tratar da noção de número e de grandezas não-enumeráveis, a análise focará no exemplo dos círculos não concêntricos, oferecido por Espinosa, e evidenciará que, além do contínuo, o que está em jogo no exemplo citado é aquilo que posteriormente viria a ser conhecido como números irracionais. Em seguida, tratar-se-á da noção de entes de razão e mostrar-se-á em que medida o tempo, a medida e o número diferem enquanto entes de razão. Feito isso, o artigo se encerra evidenciando que (i) é o número que depende do infinito para ser concebido, e não o inverso; e que (ii) a lição legada por Espinosa abre caminho para uma nova maneira de pensar o infinito, que será explorada por Cantor.

 

 

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Publicado

2021-10-26

Como Citar

Ferreira, G. G. . (2021). INFINITO E NÚMERO NA FILOSOFIA DE ESPINOSA. Revista Kriterion, 62(149). Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/kriterion/article/view/35092

Edição

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Artigos