Modernismo brasileiro e injustiça estética
os perfis de valor estético e a síndrome de Medusa em Dominic Lopes
Palabras clave:
estética como arma, agente estético, pluralismo, injustiça social, cosmopolitismoResumen
O objetivo inicial deste artigo é caracterizar conceitualmente as noções de “estética como arma” e “injustiça estética” na teoria desenvolvida por Dominic Lopes, com especial atenção à formulação da “Síndrome de
Medusa” como um mecanismo de injustiça estética que restringe a agência estética de indivíduos e grupos. Em seguida, aplica-se a essas ideias a análise crítica do Modernismo brasileiro, argumentando-se que a consolidação de seus perfis normativos de valor estético deu origem a uma forma estrutural de injustiça estética no campo artístico nacional. A tese central defendida é que a perpetuação do perfil modernista, sob a aparência de um universalismo cultural, impõe condições assimétricas de participação simbólica e marginaliza formas alternativas de expressão estética – sobretudo aquelas produzidas fora dos grandes centros culturais. Tal processo manifesta-se como uma forma contemporânea da Síndrome de Medusa, na medida em que confere visibilidade apenas às práticas estéticas que reiteram os padrões consagrados, limitando a renovação plural e cosmopolita das culturas estéticas no Brasil.
Referencias
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