O epônimo de Descartes: o legado cartesiano à luz da tradição historiográfica de E. G. Boring

  • Cesar Rey Xavier Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO

Resumo

René Descartes é nome bem conhecido em qualquer manual de história da ciência e, mais especificamente, da psicologia. Seu nome, contudo, costuma ser associado ao malogro enfrentado por algumas ciências a partir do advento da modernidade, no que tange ao seu bem conhecido dualismo mente-corpo. Mediante o emprego de alguns conceitos historiográficos, adotados pelo pesquisador estadunidense E. G. Boring, este trabalho busca compreender certos aspectos que podem ter conduzido a uma imagem depreciativa de seu legado. Realizou-se uma pesquisa bibliográfica dos principais trabalhos de Boring e de Descartes, auxiliada por outras fontes e autores que versam direta ou indiretamente sobre o tema. A tradição historiográfica representada por Boring permite vislumbrar o pensamento cartesiano à luz de um clima intelectual que marca uma transição de épocas. Sob esta perspectiva, a imagem que se obtém do filósofo seiscentista vai além daquela que parece ter-se cristalizado sob a forma de um “epônimo”.

Palavras-chave: história da psicologia; dualismo cartesiano; problema mente-corpo

Biografia do Autor

Cesar Rey Xavier, Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO
Psicólogo, Mestre em História da Ciência pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP, Doutor em Filosofia pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR. Professor Adjunto na Universidade Estadual do Centro-Oeste – UNICENTRO, Departamento de Psicologia, Irati–PR. Professor no Mestrado Interdisciplinar em Desenvolvimento Comunitário, UNICENTRO.
Publicado
2018-12-13
Como Citar
Xavier, C. (2018). O epônimo de Descartes: o legado cartesiano à luz da tradição historiográfica de E. G. Boring. Memorandum: Memória E História Em Psicologia, 35, 14-39. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/memorandum/article/view/6886
Seção
Artigos