Mal-estar, autenticidade e religião em Charles Taylor

  • Felipe Henrique Canaval Gomes Universidade de São Paulo
  • Gilberto Hoffmann Marcon Universidade de São Paulo
  • Reinaldo Furlan Universidade de São Paulo

Resumo

O filósofo Charles Taylor destaca a perspectiva moral por meio de uma história da formação da subjetividade moderna. Segundo ele, tal perspectiva pode iluminar alguns dos seus mal-estares: o individualismo moral e a crise dos significados da secularização, além da persistência ambígua da religião na organização da vida pública contemporânea. Ao sentido desse movimento profundo da moral ocidental, Taylor dá o nome de ética da autenticidade, cujo valor positivo é contraposto a essa degradação através desses três sinais de decadência e sintomas de mal-estar. O objetivo do artigo é explorar a ambiguidade presente na modernidade conforme descrita por Taylor. Guiando-nos pelas relações entre autenticidade e religião, exploramos os temas do individualismo moderno, dos significados da secularização e do impacto da religião na formação política do Ocidente.

Palavras-chave: Charles Taylor; mal-estar; autenticidade; religião

Biografia do Autor

Felipe Henrique Canaval Gomes, Universidade de São Paulo
Doutorando pelo Programa de Psicologia: Processos Culturais e Subjetivação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP). Bolsista CAPES.
Gilberto Hoffmann Marcon, Universidade de São Paulo
Psicólogo e mestrando com bolsa Fapesp pelo Programa de Psicologia: Processos Culturais e Subjetivação, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP).
Reinaldo Furlan, Universidade de São Paulo
Doutor em Filosofia. Realizou estágio de pós-doutoramento na Universidade Jean Moulin, Lyon 3, França (2013-2014), com bolsa Fapesp e colaboração de Étienne Bimbenet. Atualmente é professor livre-docente da Universidade de São Paulo. Atua como professor de filosofia no curso de psicologia (graduação e pós-graduação) da FFCLRP-USP.
Publicado
2018-12-13
Seção
Artigos