Falo passivo e sedução originária

  • Sarug Dagir Ribeiro Universidade Federal de Minas Gerais
  • Fábio Belo Universidade Federal de Minas Gerais

Resumo

A partir da teoria da sedução generalizada, propomos um resgate histórico-epistemológico da noção de “falo passivo”, elaborada por Loewenstein e Bonaparte.  Criticamos as teorias dos autores para mostrar que a castração e as narrativas de gênero como códigos tradutivos permitem compreender o falo passivo como uma possível resposta às seduções precoces. Concluímos demonstrando que a noção poderia apontar para a diversidade do pulsional, mas tal como apresentada por ambos autores, reproduz a operação de recalcamento na medida em que é conceituada em termos de diferença.

Palavras-chave: falo passivo, sedução originária, Bonaparte, Laplanche, Loewenstein

Biografia do Autor

Sarug Dagir Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais
Colaboradora do Programa de Gênero e Diversidade – PROGED da UFOP onde atuou como professora e tutora a distância entre os anos de 2009-2015. Atualmente é doutoranda em Psicologia pela UFMG e tem pesquisado a obra de Marie Bonaparte.
Fábio Belo, Universidade Federal de Minas Gerais
Professor adjunto de Psicanálise do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais, coordena o grupo de pesquisa "Psicanálise e Política" e tem pesquisado atualmente sobre as finalidades processo analítico.
Publicado
2018-12-13
Como Citar
Ribeiro, S., & Belo, F. (2018). Falo passivo e sedução originária. Memorandum: Memória E História Em Psicologia, 35, 205-223. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/memorandum/article/view/6894
Seção
Artigos