Alguns usos da Psicologia no Exército Brasileiro de 1930 a 1960

os cursos

  • Ana Maria Jacó Vilela Universidade do Estado do Rio de Janeiro http://orcid.org/0000-0002-0728-8700
  • Dayse de Marie Oliveira Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • Thais Lohana Lins Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
  • Maíra de Souza Cerqueira dos Anjos Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Palavras-chave: história da psicologia, psicologia militar, psicologia aplicada

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo  apontar a presença da psicologia dentro do Exército Brasileiro nos anos de 1930 a 1960, principalmente com ênfase dos cursos de psicologia que eram ministrados no Exército nesse período. Para isso, utilizamos a metodologia histórica, privilegiando as fontes primárias encontradas em bibliotecas e arquivos especializados, principalmente do Exército. Observou-se uma presença variável da psicologia ao longo do tempo, desde a psicologia experimental, passando pela psicotécnica e, finalmente, a psicologia social, sendo a presença deste último justificada, principalmente, pelo estudo da questão da liderança.

 

Biografia do Autor

Ana Maria Jacó Vilela, Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Laboratório de História e Memória da Psicologia - Clio-Psyché

Referências

Academia Brasileira de Medicina Militar (s/a). Os patronos dos serviços de saúde das Forças Armadas. Recuperado de www.abmm.org.br/mil/biblioteca/artigos/343-os-patronos-dos-servicos-de-saude-das-forcas-armadas

Alves, C. B. & Delmondez, P. (2015). Contribuições do pensamento decolonial à psicologia política. Psicologia Política, 15(34),647-661.

Antunes, M. A. M. (1999). A psicologia no Brasil:leitura histórica sobre sua constituição. São Paulo: Edusp.

Antunes, M. A. M. (2002).Psicologia e educação em periódicos brasileiros anteriores a 1962. Psicologia Escolar e Educacional, 6(2),193-200.

Araújo, R. N. (2008). A influência francesa dentro do Exército brasileiro (1930–1964): declínio ou permanência? Esboços, 15,245-273.

Barros, J. A. (2004). Os campos da história:uma introdução às especialidades da história. Revista HISTEDBR, 16, 17-35.

Basalla,G. (1967). The spread of Western Science. Science, 156,611-22.

Bretas, A. (1929). Observação sobre um segmento (parte sensorial) do perfil psychologico do aviador. Annaes da Colonia de Psychopatas do Engenho de Dentro, 317-354.

Campos, R. H. F. (2004). Prefácio. Em M. B. Lourenço Filho. Introdução ao Estudo da Escola Nova. Rio de Janeiro: EdUERJ.

Carvalho, C. A. (2012). Psicologia do esporte no Brasil: história e nuances de sua constituição. Tese de doutorado,Programa de pós-Graduação em Psicologia Social,Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ.

Centofanti, R. (1982). Radecki e a Psicologia no Brasil.Psicologia: Ciência e Profissão,3(1), 2-50.dx.doi.org/10.1590/S1414-98931982000100001

Danziger, K. (1996). Towards a polycentric history of psychology. Paper presented at the 26th International Congress of Psychology in Montréal, Canada. Available atwww.kurtdanziger.com/Paper%209.pdf

De Certeau, M. (2000). A escrita da história (M. L. Menezes, Trad.). São Paulo: Forense Universitária. (Original publicado em 1975).

Decreto n.63.192. (1968, 29 de agosto). Considera ―Patrono do Serviço de Saúde da Aeronáutica o Major Brigadeiro Médico Dr. Angelo Godinho dos Santos e estabelece o dia 11 de maio como data festiva nas Organizações do Serviço de Saúde da Aeronáutica. Brasília: Presidência da República.Recuperado em 8 de setembro, 2018, de www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1960-1969/decreto-63192-29-agosto-1968-404486-publicacaooriginal-1-pe.html

Decreto n.361.(1935, 03 de outubro). Aprova o regulamento para o Serviço Médico da Aviação Militar.Rio De Janeiro: Presidência da República.Recuperado em 8 de setembro, 2018, de www.lexml.gov.br/urn/urn:lex:br:federal:decreto:1935-10-03;361

Decreto n.22.735.(1933, 19 de maio). Organização das Unidades e Serviços Aéreos do Exercito.Rio De Janeiro: Presidência da República. Recuperado em 8 de setembro, 2018, de www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1930-1939/decreto-22735-19-maio-1933-519513-publicacaooriginal-1-pe.html

Fanon, F. (1968). Os condenados da terra. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.

Freyre, G. (1997).Casa grande & senzala(20a ed.). Rio de Janeiro: José Olympio. (Original publicado em 1933).

Jacó-Vilela, A. M. (2009). Historiografia da psicologia no Brasil. Em J. Bernardes & B. Medrado(Org.s). Psicologia social e políticas de existência: fronteiras e conflitos (pp. 125-138). Maceió: Abrapso.

Jacó-Vilela, A. M. (2012). História da psicologia no Brasil: uma narrativa por meio de seu ensino.Psicologia: Ciência e Profissão, 32(spe), 28-43.dx.doi.org/10.1590/S1414-98932012000500004

Jacó-Vilela, A. M. & Rocha, L. F. D. (2014). Uma perspectiva católica da psicologia noBrasil: análise de artigos da revista "A Ordem". Psicologia em Pesquisa, 8(1), 115-126.dx.doi.org/DOI: 10.5327/Z1982-1247201400010011

Leahey, T. H. (2005). Historia de la psicologia. Madrid: Pearson Educación.

Lei n.5168 (1927, 13 de janeiro). Crêa a arma de Aviação do Exercito. Rio de Janeiro: Presidência da República. Recuperado em 8 de setembro, 2018, de www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/1920-1929/lei-5168-13-janeiro-1927-563056-publicacaooriginal-87165-pl.html

Lourenço, E. & Campos, R. H. F. (2009). Temas psicológicos na revista da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Temas em Psicologia, 17, 47-62.

Lourenço Filho, M. B. (2004). Introdução à Escola Nova.Rio de Janeiro: Eduerj. (Original publicado em 1930).

Ministério da Guerra. (1930, 31de janeiro). Boletim do Exército, 576, 122.

Ministério da Guerra. (1941, 26de julho). Boletim do Exército, 30, 2193.

Ministério da Guerra. (1942, 21de novembro). Boletim do Exército, 47, 4307.

Ministério da Guerra. (1949, 4junho). Boletim do Exército, 23, 1314.

Ministério da Guerra. (1950, 13de maio). Boletim do Exército, 19.

Ministério da Guerra. (1959, 30de maio). Boletim do Exército, s.n., 22.

Mira y Lopez, E. (1949). Psicologia militar. Rio de Janeiro: Biblioteca do Exército.Monarcha, C. (2009). Brasil arcaico, Escola Nova: ciência, técnica e utopia nos anos 1920-1930. São Paulo: Unesp.

Moore, A. (1929). Contribuição ao estudo psychotechnico dos automatismos. Annaes da Colonia de Psychopatas do Engenho de Dentro, 381-392.

Motta, J. M. C. (2004). Fragmentos da história e da memória da psicologia no mundo do trabalho no Brasil: relações entre a industrialização e a psicologia. Tese de doutorado, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campos,Campos, RJ.

Nassif, L. E. &Campos, R. H. F.(2005). Édouard Claparède (1873-1940): interesse, afetividade e inteligência na concepção da psicologia funcional. Memorandum, 9, 91-104. Recuperado em 8 de agosto, 2019, de periodicos.ufmg.br/index.php/memorandum/article/view/6749

Olinto, P. (2004). A psicologia experimental no Brasil. Em M.Antunes (Org.). História da psicologia no Brasil:primeiros ensaios. Rio de Janeiro: EdUerj. (Original publicado em 1944).

Penna, A. G. (1992). História da psicologia no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Imago.

Radecki, R. (1928/1929). Tratado de psicologia. Rio de Janeiro: Escola de Serviço Social do Exército.

Restrepo Forero, O. (2000).La sociologia del conocimiento científico o de cómo huir de la - recepción‖ y salir de la -periferia. Em D. Obregón (Org.) Culturas científicas y saberes locales: asimilación, hibridación, resistencia. Bogotá: Universidad Nacional de Colombia.

Rocha, U. (1929a). Estudo da attenção nos aviadores. Annaes da Colonia de Psychopatas do Engenho de Dentro, 355-380.

Rocha, U. (1929b). Parte psychologica do relatório dos trabalhos referentes à selecção dos candidatos à aviação militar. Annaes da Colonia de Psychopatas do Engenho de Dentro, 393-426.

Rosa, F. H. & Hutz,C. S. (2008). Psicologia positiva em ambientes militares: bem-estar subjetivo entre cadetes do Exército Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 60(2),157-171.

Rose, N. (2008). Psicologia como uma ciência social. Psicologia & Sociedade,20(2), 155-164.dx.doi.org/10.1590/S0102-71822008000200002

Safier, N. (2010). Global knowledge on the move: itineraries, Amerindian narratives and deep histories of science. Isis,101(1),133-145

Sanchis, P. (1995). Sincretismo e jogo das categorias: a propósito do Brasil, de Portugal e do Catolicismo. Psicologia Práticas Sociais, 2(1), 23-56.

Sanchis, P. (2001). Fieis e cidadãos: percursos de sincretismo no Brasil. Rio de Janeiro: Eduerj.

Schwarcz, L. M. & Starling, H. M. (2015). Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras.Schwarz, R. (1977). As ideiasfora do lugar. Em Schwarz, R. Ao vencedor as batatas (pp. 9-31). São Paulo: Duas Cidades.

Svasundaram, S. (2010). Introduction. Isis, 101(1), 95-97.

Spivak, G. (2010). Pode o subalterno falar? (A. Pereira, S. R. G. Almeida & M. P. Feitosa, Trad.s). Belo Horizonte: UFMG. (Original publicado em 1985).

Stepan, N. (1976). Gênese e evolução da ciência no Brasil. Rio de Janeiro: Artenova.

Publicado
2019-10-31
Como Citar
Jacó Vilela, A. M., Oliveira, D. de M., Lins, T. L., & Anjos, M. de S. C. dos. (2019). Alguns usos da Psicologia no Exército Brasileiro de 1930 a 1960. Memorandum: Memória E História Em Psicologia, 36, 1-20. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/memorandum/article/view/6896
Seção
Artigos