Indianism In the First Decade of Romantic Journalism (1833-1845)

Authors

DOI:

https://doi.org/10.17851/2358-9787.35.1.55-71

Keywords:

Romanticism, Indianism, Journalism

Abstract

Those who study the history of 19th-century Brazilian literature often believe that the idealized representation of the indigenous figure as a symbol of national identity was a deliberate aesthetic choice made by the pioneers of the romantic movement. However, this assumption is mistaken. The analysis of the journalistic production of this early period reveals a curious phenomenon: there is a relatively small presence of proposals or examples of indianist literature in them. Examining periodicals such as Jornal dos Debates and Revista Nacional e Estrangeira, both highly representative of the contemporary sensibility, one perceives that indianism did not hold the indispensable value for early Romantics that later critics ascribed to it. This article aims to demonstrate this point. By examining important literary periodicals published between 1833 and 1845, it will become clear that the emergence of the indianist literary trend did not occur spontaneously following political independence, but was instead a slow, gradual, and uneven process.

Author Biography

  • Gabriel Esteves, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) | Porto Alegre | RS

    Professor Associado de Literaturas de Língua Portuguesa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutor e mestre em Literatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Coordenador do grupo de pesquisa Lusofonia Oitocentista (Lus8). Pesquisador vinculado ao Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Linguística (NuPILL).

References

ALENCAR, José de [Ig.]. Cartas sobre a Confederação dos Tamoios. Rio de Janeiro: Empresa Tipográfica Nacional do Diário, 1856.

AMORA, Antônio Soares. O romantismo. São Paulo: Cultrix, 1969.

BARROS, Roque Spencer Maciel de. A significação educativa do romantismo brasileiro: Gonçalves de Magalhães. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1973.

BOUCHER, Philippe; GAVET, Daniel. Jakaré-Uassu, ou Os Tupinambás. Revista da Sociedade Philomathica. Número 3. São Paulo, ago. 1833, p. 92-98.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. Primeiro volume. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2000a.

CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira. Segundo volume. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 2000b.

CANDIDO, Antonio. O Romantismo no Brasil. São Paulo: Humanitas, 2002.

COUTINHO, Afrânio. A tradição afortunada: o espírito de nacionalidade na crítica brasileira. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1968a.

COUTINHO, Afrânio. Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Editora distribuidora de livros escolares Ltda., 1968b.

DIAS, Antônio Gonçalves. Historia Patria. Reflexões sobre os Annaes Historicos do Maranhão por Bernardo Pereira de Berredo [primeiro artigo]. Guanabara. Tomo I. Número 1. Rio de Janeiro, 1849, p. 25-30.

EPHEMEROS. Diário do Rio de Janeiro. Ano XXIII. Número 6700. Rio de Janeiro, 26 ago. 1844, p. 3.

ESTEVES, Gabriel. A recepção contrariada do drama romântico no Brasil (1836). O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira. Belo Horizonte, volume 32, número 2, 2023, p. 11-27. DOI: https://doi.org/10.17851/2358-9787.32.2.11-27.

ESTEVES, Gabriel. O romantismo moderado no Brasil (1827–1856). 2024. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis. 2024.

ESTEVES, Gabriel. Uma leitura moderada da Revista da Sociedade Philomathica. O Eixo e a Roda: Revista de Literatura Brasileira. Belo Horizonte, volume 31, número 3, 2022, p. 255-273. DOI: https://doi.org/10.17851/2358-9787.31.3.255-273.

FERRETTI, Danilo José Zioni. A Confederação dos Tamoios como escrita da história nacional e da escravidão. História da historiografia. Ouro Preto, volume 8, número 17, 2015, p. 171-191. DOI: https://doi.org/10.15848/hh.v0i17.831.

JAKARÉ-UASSU. Revista da Sociedade Philomathica. Número 3. São Paulo, ago. 1833, p. 92-98.

LISBOA, Miguel Maria. O Ypiranga. Minerva Brasiliense. Número 19. Volume II. Rio de Janeiro, 1 ago. 1844, p. 590-596.

LOPES, Hélio. A divisão das águas: contribuição ao estudo das revistas românticas Minerva Brasiliense (1843-1845) e Guanabara (1849-1856). São Paulo: Conselho Estadual de Artes e Ciências Humanas, 1978.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves de. Cópia. Correio Official. Tomo III. Número 51. Rio de Janeiro, 30 ago. 1834, p. 202.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves de. Ensaio sobre a história da literatura do Brasil. Nitheroy, Revista Brasiliense. Número 1. Paris: Dauvin et Fontaine, 1836a, p. 132-159.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves de. Litteratura brasileira – Estudos sobre a historia litteraria do Brasil. Jornal dos Debates. Número 30. Rio de Janeiro, 16 set. 1837, p. 121-122.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves de. Opúsculos Históricos e Literários. Rio de Janeiro: Livraria de B. L. Garnier, 1865.

MAGALHÃES, Domingos José Gonçalves de. Suspiros Poéticos e Saudades. Paris: Dauvin et Fontaine, 1836b.

MARTINS, Wilson. História da Inteligência Brasileira. Volume II. São Paulo: Cultrix, 1978.

MOREIRA, Maria Eunice. Nacionalismo literário e crítica romântica. Porto Alegre: IEL, 1991.

O INDIO GUIDO POCRANE. Correio das Modas. Volume II. Número 2. Rio de Janeiro, 5 jul. 1840, p. 10.

PEREIRA DA SILVA, João Manuel. Estudos sobre a litteratura. Nitheroy, Revista Brasiliense. Número 2. Paris: Dauvin et Fontaine, 1836, p. 214-243.

PINASSI, Maria Orlanda. Três devotos, uma fé, nenhum milagre. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1998.

PORTO ALEGRE, Manuel de Araújo. Brasiliana dedicada ao Illm. Sr. Ignacio Dias Paes Leme. Minerva Brasiliense. Número 10. Volume I. Rio de Janeiro, 15 mar. 1844, p. 301-305.

PORTO ALEGRE, Manuel de Araújo. Ideias sobre a música. Nitheroy, Revista Brasiliense. Número 1. Paris: Dauvin et Fontaine, 1836, p. 160-183.

ROCHA, Justiniano José da. Ensaio critico sobre a Collecção de Poesias do Sr. D. J. G. Magalhães. Revista da Sociedade Philomathica. Número 2. São Paulo, jul. 1833, p. 47-57.

SODRÉ, Nelson Werneck. História da imprensa no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

SOUSA, Antônio Gonçalves Teixeira e. Cânticos Líricos. Volume II. Rio de Janeiro: Tipografia Imparcial de F. de Paula Brito, 1842.

SOUSA, Antônio Gonçalves Teixeira e. Os três dias de um noivado. Rio de Janeiro: Tipografia Imparcial de Paula Brito, 1844.

SOUSA SILVA, Joaquim Norberto de. Crítica reunida: 1850–1892. Porto Alegre: Nova Prova, 2005.

SOUSA SILVA, Joaquim Norberto de. Litteratura brasileira [segunda parte]. Revista Popular. Ano 4. Décimo sexto tomo. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1862, p. 344-351.

SOUSA SILVA, Joaquim Norberto de. Considerações geraes sobre a litteratura brasileira. Minerva Brasiliense. Número 14. Volume II. Rio de Janeiro, 15 mai. 1844a, p. 415-417.

SOUSA SILVA, Joaquim Norberto de. O filho do prisioneiro – ballata. Minerva Brasiliense. Número 12. Volume I. Rio de Janeiro, 15 abr. 1844b, p. 370-371.

TEIXEIRA, Joaquim José. À S. M. O Imperador, por haver empunhado o sceptro – Ode. Diário do Rio de Janeiro. Ano XIX. Número 256. Rio de Janeiro, 15 nov. 1840, p. 1.

VERÍSSIMO, José. História da literatura brasileira. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves. Paris: Aillaud, 1916.

Published

2026-03-19