Mecanismos de busca

coletividades corais anônimas, tecnologias midiáticas e gênero em Angélica Freitas e Cindy Sherman

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17851/2358-9787.34.4.%25p

Palavras-chave:

Poesia e mídia, Angélica Freitas, Cindy Sherman, Literatura e coletividade

Resumo

Partindo da noção de coralidade, proposta por Flora Süssekind, buscamos investigar como se articulam as questões de gênero e as configurações de tecnologia midiática nos “3 poemas com auxílio do Google” de Angélica Freitas, a quinta seção do livro Um útero é do tamanho de um punho (2012), tendo por contraponto a série dos stills que Cindy Sherman produziu entre 1977 e 1980, trabalho chave da produção artística feminista daquele momento. A relação entre os trabalhos de Freitas e Sherman se dá na medida em que articulam representações normativas de gênero com os media hegemônicos do seus respectivos contextos: a internet (e a fortiori as redes sociais), no caso da brasileira, e o cinema (e por extensão a televisão), no caso da estadunidense. Ao mesmo tempo, parecem dialogar com formas históricas das respectivas disciplinas artísticas, as formas poéticas do mote e glosa e a tradição da pintura narrativa, respectivamente. Por fim, tentaremos reformular a distância histórica entre tais trabalhos no quadro do panorama mais amplo da cultura e da sociedade brasileira contemporânea, que temos descrito a partir do que denominamos, em diálogo com o conceito clássico de Angel Rama (1985), as ruínas da cidade letrada.

Biografia do Autor

  • Miguel Duarte, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) | Campinas | SP | BR

    Pós-doutorando no Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP; Mestre e Doutor em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela Faculdade de Letras da UFMG; Bacharel em História pela Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG

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Publicado

2025-12-19

Edição

Seção

Dossiê: Formas do coletivo na literatura brasileira moderna e contemporânea