Insólito e dandismo na ficção de João do Rio
DOI:
https://doi.org/10.17851/2358-9787.35.2.%25pPalavras-chave:
João do Rio, insólito, cidade, dandismoResumo
A obra ficcional de João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Barreto (João do Rio, 1881-1921) circunscreve-se em um tempo histórico determinado: o Rio de Janeiro dos primeiros decênios do século 20. Ao eleger a cidade como topos de sua ficção, o jornalista e contista carioca, inspirado, em parte, nas leituras de Jean Lorrain (1855-1906) e Joris-Karl Huysmans (1848-1907), prioriza as sensações em detrimento do sentimento, desarticulando, desse modo, o primado da razão. É pela ingerência do anormal, nos limites da crueldade, que se introduz o insólito. O objetivo deste trabalho é examinar o insólito enquanto um elemento constitutivo da invenção de João do Rio. De modo extensivo e transversal, discute-se a concepção artística do dandismo em sua ficção. Como recurso analítico, utilizam-se contos extraídos das coletâneas Dentro da noite (1978) e A mulher e os espelhos (1995).
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