Os livros da ignorância de António Ramos Rosa e Manoel de Barros
DOI:
https://doi.org/10.17851/2358-9787.35.3.80-91Palavras-chave:
ignorância, sabedoria, poesia, António Ramos Rosa, Manoel de BarrosResumo
O artigo trata de dois livros de títulos e temáticas quase idênticos que valorizam a ignorância – em 1988, em Portugal, António Ramos Rosa lançou O livro da ignorância, enquanto Manoel de Barros publicou no Brasil O livro das ignorãças em 1993. Por meio de um trabalho descritivo e comparativo, o texto apresenta as duas obras e, de forma resumida, seus autores, avançando na identificação de convergências e divergências na abordagem dada ao tema da ignorância. Também avalia a coincidência – ou não – do poeta brasileiro utilizar um título muito similar ao do colega português. Nas obras, Ramos Rosa destaca, entre outros pontos, a transparência. Manoel enaltece o desconhecer, usando como meio o homem simples que vive no Pantanal. Os dois livros conectam poesia e filosofia, vinculados à tradição socrática do não saber, apresentando entendimento inusual da ignorância como um caminho para o conhecimento, uma forma de alcançar a sabedoria.
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