O objetivo deste artigo é refletir a partir da obra Leviatã do filósofo Thomas Hobbes, sobre a necessidade da criação do Estado civil como forma de garantir a proteção e defesa dos homens, bem como, analisar o papel das paixões na passagem do estado de natureza para o estado civil, dando destaque para a paixão ‘desejo’. O problema a ser investigado é se realmente as paixões são ou não essenciais na criação, do estado civil proposto por Hobbes. A tese é de que as paixões levam os homens a serem lobos uns para os outros no estado de natureza, mas também, se colocam como causa motivadora da sociedade civil.