CONSCIÊNCIA E FINITUDE: O “RECOMEÇO” DA FILOSOFIA EM “SER E TEMPO”

Autores

  • Matheus Jeske Vahl Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)

Palavras-chave:

Consciência, Finitude, Ser, Sentido, Pensamento

Resumo

Em sua grande obra Ser e Tempo Heidegger propõe a recolocação da questão acerca do sentido do Ser através do conceito de Dasein e sua consequente analítica existencial. Nela apresenta a finitude do Dasein como “lugar filosófico” desde o qual podem ser pensadas as grandes questões acerca do humano. Entre elas a consciência, que vista sob este prisma, deixa de ser tomada como um princípio abstrato ou simplesmente uma representação psicológica ou teológica, para ser vista desde o âmbito da manifestação fenomênica do próprio Dasein. Sob o ângulo da finitude, a consciência é ontologicamente constitutiva do “ser-no-mundo”, que já desde sempre vive em uma compreensão e não pode ser reduzida ao âmbito das representações apofânticas.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

BARASH, J. A. Heidegger e o seu século: tempo do ser, tempo da história. Trad. André

do Nascimento. Lisboa, Instituto Piaget, 1995, p. 243.

DOSTAL, R. J. Time and phenomenology in Husserl and Heidegger. In: The Cambrigde Companion to Heidegger. GUIGNON, C. (org.). Cambrigde: University Press, 1993. p. 141-169.

HEIDEGGER, M. Os conceitos fundamentais da Metafísica: Mundo, Finitude e Solidão. Trad. Marco Antônio Casanova. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2003.

_________________. Sobre o Humanismo. Trad. de Ernildo Stein. In: Os Pensadores. 2 ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983, p. 147-175.

________________. Ser e Tempo. 3 ed. Trad. Marcia Sá Cavalcante Schuback. Petrópolis: Vozes, 2008.

_______________. Los problemas fundamentales de la fenomenologia. Trad. Juan José Garcia Norro. Editorial Trotta, 2000.

HOY, D. H. Heidegger and the hermeneutic turn. In: The Cambridge Companion to Heidegger. GUIGNON, C. (org.). Cambrigde: University Press, 1993. p. 170-194.

PÖGGELER, O. A via do pensamento de Martin Heidegger. Trad. Jorge Telles de Menezes. Lisboa: Instituto Piaget, 2001.

STEIN, E. Compreensão e Finitude: Estrutura e movimento da interrogação heideggeriana. Ijuí: Unijuí, 2001.

____________. Introdução ao pensamento de Martin Heidegger. 1. ed. Porto Alegre: Ithaca, 1966.

___________. Seis estudos sobre “Ser e Tempo”. Petrópolis: Vozes, 1990.

___________. Racionalidade e existência: O ambiente hermenêutico e as ciências humanas. Ijuí: Unijuí, 2008.

___________. Às voltas com a Metafísica e Fenomenologia. Ijuí: Unijuí, 2014.

___________. Pensar e Errar: um ajuste com Heidegger. Ijuí: Unijuí, 2011.

SAFRANSKI, Rüdiger. Heidegger: Um mestre da Alemanha entre o bem e o mal. Tradução de Lya Luft. 2. ed. São Paulo: Geração Editorial, 2005.

Publicado

2026-05-10

Como Citar

JESKE VAHL, Matheus. CONSCIÊNCIA E FINITUDE: O “RECOMEÇO” DA FILOSOFIA EM “SER E TEMPO”. Outramargem: revista de Filosofia, Belo Horizonte, Brasil, v. 2, n. 3, p. 226–238, 2026. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/outramargem/article/view/66108. Acesso em: 15 maio. 2026.