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Artigos

Vol. 3 Núm. 5 (2016): 2º Semestre de 2016

A PRIMAZIA DA LIBERDADE NA PERGUNTA PELA JUSTIÇA: NOZICK CRÍTICO DE RAWLS

Enviado
abril 6, 2026
Publicado
2026-04-06

Resumen

Neste artigo tratamos da crítica libertariana de Robert Nozick à justiça como equidade de John Rawls, bem como a resposta rawlsiana à Nozick, visando explorar aspectos até então não considerados nesse debate e sua importância para o problema filosófico da justiça. Nozick realiza um movimento de contextualização da pergunta pela justiça que, segundo ele, tem de assumir a intuição básica de que os sujeitos da justiça são indivíduos livres, “que têm direitos”, bem como os processos históricos nos quais contratos voluntários entre sujeitos livres dão origem aos direitos adquiridos. Se levadas a cabo, essas intuições e os argumentos delas se seguem levam à rejeição de teses centrais de Rawls que balizaram o debate contemporâneo acerca da justiça. A resposta rawlsiana aqui oferecida à crítica de Nozick joga luz sobre a tentativa deste de dar ao conceito de liberdade primazia na pergunta pela justiça, mostrado suas limitações. E, em um momento posterior, argumenta-se sobre o porquê do problema da justiça não poder ser colocado nos termos que Nozick propõe. Como resultado desse debate, pretende-se oferecer um conjunto de considerações para se pensar acerca do problema da justiça no debate contemporâneo.

Referencias

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