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Artigos

v. 7 n. 10 (2020): 1º e 2º Semestres de 2020.

Formação moral e conformismo ativo em Gramsci

Enviado
setembro 29, 2019
Publicado
2021-10-07

Resumo

O pensador italiano Antonio Gramsci (1891-1937), preocupado com a distância entre a escola e a vida e, ao mesmo tempo, crítico da divisão entre uma escola destinada às classes superiores e outra às classes inferiores, porque levava a perpetuar as desigualdades sociais, tem, certamente, algo a nos dizer atualmente quando na pauta dos debates sobre a educação aparece a questão do significado da escola na vida dos estudantes. Sua proposta de criação de uma escola única e pública voltada à formação de todos os indivíduos, sem distinção de classes, parece caminhar ao encontro dos anseios democráticos do mundo atual. Não se trata apenas de qualificar o trabalhador para inseri-lo no mercado de trabalho, mas de diminuir a distância entre governantes e governados. Para tanto, é necessário tornar ativos os indivíduos para que não participem passivamente das transformações impostas pelo progresso social. Não há dúvida de que seja necessário produzir uma nova adaptação social, isto é, um novo conformismo, mas é preciso que seja um conformismo ativo. Pensar a educação como formação moral significa colocar o problema da iniciativa da ação humana na sociedade, para que os indivíduos se tornem agentes e não sejam apenas instrumentos das transformações.      

Referências

Doutor e Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (FE/UNICAMP), Bacharel e Licenciado em Filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da UNICAMP e Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pelo Centro Regional Universitário de E. S. do Pinhal SP. Professor da Rede Pública do Estado de São Paulo.
E-mail: <joaobatistafavaretto@gmail.com>.

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