O objetivo deste texto é o de abordar os conceitos de emancipação utilizados
por Karl Marx em dois artigos escritos em 1843 e publicados nos Anais Franco-alemães – a emancipação política e a emancipação humana –, buscando traçar como a partir dessas concepções ele desenvolveu sua crítica, ainda de maneira precoce, às noções que se propunham a afirmar a igualdade ontológica ou metafísica dos seres humanos a partir do trabalho abstrato. Nesse sentido, a crítica ontológica e do trabalho estranhado feitas por Marx são tomadas dos cadernos de estudos de 1844 e publicados integralmente apenas em 1932 sob o título de “Manuscritos econômico-filosóficos”, marcando ao mesmo tempo elementos de ruptura e continuidade – portanto suprassunção – de sua concepção filosófico-científica pós hegeliana de até então.