Em entrevista exclusiva concedida por e-mail para a Outramargem, revista de filosofia, em julho de 2014, Paulo Margutti revela que passou boa parte de sua vida dedicado a um modelo de atividade filosófica no qual não mais acredita; contesta a autoimagem negativa da comunidade filosófica brasileira, que tem raízes na aplicação de critérios europeus etnocêntricos na avaliação da maneira pela qual fazemos filosofia nesse país; defende que a filosofia brasileira tem de ser buscada em nossa própria história cultural, com todas as suas especificidades e peculiaridades, sem ser avaliada com base nos critérios europeus ocidentais; e, apesar de tudo o que já foi percorrido, ele confirma que os projetos não param. Confira a entrevista.