Uso da taxonomia como ferramenta de redução da subjetividade nos processos de auditoria

Autores

  • José Humberto da Cruz Cunha Universidade de Brasília
  • Rogério Henrique de Araújo Júnior Universidade de Brasília

Palavras-chave:

Linguagem documentária, Taxonomia, Recuperação da informação, Auditoria contábil, Distorção contábil, Risco.

Resumo

Trata da viabilidade de elaboração de uma taxonomia de distorções contábeis como ferramenta para a redução da subjetividade nos processos de auditoria. Os riscos de distorção contábil são mapeados na literatura e então classificados na estrutura taxonômica. O caminho entre a análise desses riscos e a escolha de procedimentos de auditoria formam uma rota objetiva fundamentada por relações lógicas conceituais. Configura-se como um estudo qualitativo exploratório que tem como procedimentos metodológicos o levantamento bibliográfico e a pesquisa documental para subsidiar as análises qualitativas. A análise de conteúdo foi aplicada em documentos obtidos junto ao caso de estudo no Tribunal de Contas da União (TCU). Os resultados obtidos indicam a funcionalidade da taxonomia como instrumento auxiliar às decisões dos auditores para a escolha de procedimentos a partir da classificação de risco de distorções provenientes de erros e fraudes. Na sequência lógica desse processo ficam evidenciadas rotas objetivas caracterizadas como trilhas de auditoria, sugerindo a redução da subjetividade nas escolhas do auditor.

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Biografia do Autor

José Humberto da Cruz Cunha, Universidade de Brasília

Doutorando na Faculdade de Ciência da Informação na Universidade de Brasília, Mestre em Contabilidade e Especialista em Auditoria e Controladoria ambos pela Universidade de Brasília. Atualmente é professor do Departamento de Ciências Contábeis da UnB. Possui mais de 10 anos de experiência como auditor independente, atuando no Conselho Federal de Administração e com prestação de serviços de auditoria independente para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e outras entidades públicas e privadas. Tem experiência também na área de prestação de contas para entidades sem fins lucrativos além consultoria de empresas para organização e reestruturação da área financeira. Além de possuir experiência com perícias judiciais na função de assistente das partes ou de confiança do juíz. Em suma, a experiência foca a área de Contabilidade, com ênfase em Auditoria e Perícia Contábil.

Rogério Henrique de Araújo Júnior, Universidade de Brasília

Doutor em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília e Professor da Faculdade de Ciência da Informação da mesma Universidade. É co-líder do Grupo de Pesquisa: Estudos de Representação e Organização da Informação e do Conhecimento (EROIC) e membro dos Grupos Inteligência Organizacional e Competitiva e Lab4u registrados no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq e Membro da Comissão de Avaliação da Área de Arquivologia do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais do Ministério da Educação (INEP/MEC) desde 2006. Atuou como Coordenador do Curso de Arquivologia do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília entre 2003 e 2004 e como Vice-Diretor da Faculdade de Ciência da Informação entre 2011 e 2014. Atualmente é Coordenador Substituto do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação e Membro Titular do Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade de Brasília. Linhas de Ensino e Pesquisa: Representação e organização da informação; Gestão do conhecimento; Inteligência competitiva; Planejamento e gestão de sistemas de informação; Gestão de documentos; Indexação de Documentos de Arquivo.

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Publicado

2019-04-15

Edição

Seção

Artigos