PROFISSIONAIS DO LAZER E SUAS PRÁTICAS DE LAZER:
PARADOXOS E TENSÕES DE GÊNERO NA GESTÃO DE MUSEUS
Palavras-chave:
Lazer, Museus, Gênero, GestorasResumo
Este artigo tem como objetivo analisar as vivências de lazer (e suas ausências) de mulheres gestoras de museus em Belo Horizonte, problematizando os paradoxos e tensões enfrentados por profissionais que atuam no âmbito do lazer, mas encontram dificuldades para fruir seu próprio tempo livre. Na pesquisa, de abordagem qualitativa, realizamos entrevistas com sete gestoras de diferentes museus da cidade, utilizando análise de conteúdo. Os resultados demonstram que, embora trabalhem em espaços destinados ao lazer de outras pessoas, essas profissionais encontram dificuldades para fruir seu próprio tempo livre. O lazer dessas gestoras surge menos como vivência prazerosa e mais como necessidade funcional de autocuidado, principalmente através de práticas de atividades físicas. As jornadas de trabalho estendidas, o uso de tecnologias digitais que impedem a desconexão entre trabalho e vida pessoal, somadas à dupla jornada de trabalho doméstico e familiar, configuram barreiras estruturais para a fruição do lazer. As entrevistadas relatam sentimentos de culpa ao se permitir momentos de descanso e sensação constante de insuficiência diante das múltiplas demandas. O estudo evidencia como as desigualdades de gênero estruturam não apenas o mercado profissional, mas também as possibilidades de acesso ao lazer como direito social.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Estudos do Lazer

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.