Acolher para reterritorializar
narrando encaminhamentos para políticas de acolhimento a migrantes de crise
Mots-clés :
acolhimento, migração de crise, políticas públicas, Português como Língua de Acolhimento – PLAc, protocolo de encaminhamentosRésumé
O presente trabalho, derivado de uma pesquisa mais extensa de doutorado, objetiva trazer contribuições para o debate sobre políticas públicas de acolhimento para migrantes. Tendo as narrativas como aporte teórico-metodológico, a pesquisa apresentada investigou como quatro atores das políticas horizontais e verticais para migrantes de crise narram essas instâncias. O corpus constitui-se de áudio-gravações das narrativas desses atores acerca de suas atuações e impressões sobre políticas públicas em curso, ou sobre a falta delas. A análise gerou um protocolo de encaminhamentos às políticas públicas de acolhimento que, espera-se, possa ser de valia nos diálogos propostos entre Governo, migrantes e sociedade civil, como é a Conferência Nacional de Migração, Refúgio e Apatridia (COMIGRAR), por exemplo.
Téléchargements
Références
ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). Unlocking Potential: The Right to Education and Opportunity: Universal. Inclusive. Essential. 2023. Disponível em: https://www.unhcr.org/media/unhcr-education-report-2023-unlocking-potential-right-education-and-opportunity?_gl=1*1ycfua2*_rup_ga*OTQ1Njc0Mjk1LjE3MTE0ODU0Mzg.*_rup_ga_EVDQTJ4LMY*MTcxMTQ4NTQzOC4xLjAuMTcxMTQ4NTQzOC42MC4wLjA.*_ga*OTQ1Njc0Mjk1LjE3MTE0ODU0Mzg.*_ga_1NY8H8HC5P*MTcxMTQ4NTQzOC4xLjAuMTcxMTQ4NTQzOC42MC4wLjA.#_ga=2.97423068.210202221.1711485438-945674295.1711485438. Acesso em: 26 mar. 2024.
ANUNCIAÇÃO, R. F. M. Somos mais que isso: práticas de (re)existência de migrantes e refugiados frente à despossessão e ao não reconhecimento. 2017. Dissertação (Mestrado em Linguística Aplicada) – Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2017.
BAENINGER, R. A.; PERES, R. Migração de crise: a imigração haitiana para o Brasil. Revista Brasileira de Estudos da População, Rio de Janeiro, v. 34, n. 1, p. 119-143, jan./abr. 2017.
BAUMAN, R.; BRIGGS, C. Poetics and Performance as Critical Perspectives on Language and Social Life. Annual Review of Anthropology, California, n. 19, p. 59-88, 1990.
BIZON, A. C. C. Narrando o exame Celpe-Bras e o convênio PEC-G: a construção de territorialidades em tempos de internacionalização. 2013. Tese (Doutorado em Linguística Aplicada) – Instituto de Estudos da Linguagem, Unicamp, Campinas, 2013.
BIZON, A. C. C.; CAVALCANTI, M. C. Globalização e internacionalização: democracia vertical de um convênio estudantil brasileiro? In: COLÓQUIO INTERNACIONAL DE EPISTEMOLOGIAS DO SUL: APRENDIZAGENS GLOBAIS SUL-SUL, Sul-Norte e Norte-Sul, Coimbra, 2014. Actas, v. 1, p. 459-476.
BIZON, A. C.; CAMARGO, H. Acolhimento e ensino da língua portuguesa à população oriunda de migração de crise no município de São Paulo: por uma política do atravessamento entre verticalidades e horizontalidades. In: BAENINGER, R. et al. (org.). Migrações Sul-Sul. Campinas: Núcleo de Estudos de População “Elza Berquó” – Nepo/Unicamp, 2018.
BLOMMAERT, J. Sociolinguistics and Discourse Analysis: Orders of Indexicality and Polycentricity. Journal of Multicultural Discourses, Tilburg, v. 2, n. 2, p. 115-130, 2007.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução n. 1 de 13 de novembro de 2020. Dispõe sobre o direito de matrícula de crianças e adolescentes migrantes, refugiados, apátridas e solicitantes de refúgio no sistema público de ensino brasileiro. Brasília, DF: Diário Oficial da União, 2020. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=165271-rceb001-20&category_slug=novembro-2020-pdf&Itemid=30192. Acesso em: 26 mar. 2024.
CAMARGO, H. R. E. Portas entreabertas do Brasil: narrativas de migrantes de crise sobre políticas públicas de acolhimento. Revista X, Curitiba, v. 13, n. 1, p. 57-86, 2018. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/60325/36628. Acesso em: 10 nov. 2018.
CAMARGO, H. R. E. Diálogos transversais: narrativas para um protocolo de encaminhamentos às políticas de acolhimento a migrantes de crise. 2019. 1 recurso online. 272 f. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, 2019.
CAMARGO, H. R. E. Fazer por eles é fazer por mim: Acolhimento como ato de (des)reterritorialização. TRAVESSIA – Revista Do Migrante, São Paulo, v. 2, n. 91, 2021.
CAMARGO, H. R. E. Acolhimento e Português como Língua de Acolhimento: Por uma acepção política dos termos. In: LIBERALI, F.; VIEIRA, D. A. (org.). Português para Imigrante: Denunciando Injustiças Sociais. São Paulo: Pontes Editora, 2022. p. 49-66.
CAVALCANTI, M. C. Multilinguismo, transculturalismo e o (re)conhecimento de contextos minoritários, minoritarizados e invisibilizados. In: MAGALHÃES, M. C. C. (org.). A formação no contexto escolar: uma perspectiva crítico-colaborativa. Campinas: Mercado de Letras, 2011. p. 171-185.
DE FINA, A.; GEORGAKOPOULOU, A. Analysing Narratives as Practices – Qualitative Research. Los Angeles; Nova Delhi; Singapura: SAGE Publications, 2008.
DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. Traduzido por Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. 2. reimpr. São Paulo: Editora 34, 2000.
DINIZ, L. R. A.; NEVES, A. P. Linguísticas de (in)visibilização de estudantes imigrantes e refugiados no ensino básico brasileiro. Revista X, Curitiba, v. 13, n. 1, p. 87-110, 2018. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/revistax/article/view/61225/36629. Acesso em: 10 nov. 2018.
GUIMARÃES, T. F.; MOITA LOPES, L. P. Trajetória de um texto viral em diferentes eventos comunicativos: entextualização, indexicalidade, performances identitárias e etnografia. Alfa 61, São Paulo, v. 61, n. 1, p. 11-33, 2017.
GUMPERZ, J. Discourse Strategies. Cambridge: Cambridge University Press, 1982.
HAESBAERT, R. O Mito da Desterritorialização: Do “Fim dos Territórios” à Multiterritorialidade. 10. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.
HAESBAERT, R. Território e multiterritorialidade: um debate. GEOgraphia, Niterói, v. 9, n. 17, p. 19-45, 2007.
LOPEZ, A. P. A. Subsídios para o planejamento de cursos de Português como Língua de Acolhimento para imigrantes deslocados forçados no Brasil. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.
MAHER, T. M. A Educação do Entorno para a Interculturalidade e o Plurilinguismo. In: KLEIMAN, A.; CAVALCANTI, M. do C. (org.). Linguística Aplicada: Faces e Interfaces. Campinas: Mercado de Letras, 2007a. p. 255-270.
MAHER, T. M. Do casulo ao movimento: a suspensão das certezas na educação bilíngue e intercultural. In: CAVALCANTI, M. do C.; BOR-RICARDO, S. (org.). Transculturalidade, Linguagem e Educação. Campinas: Mercado de Letras, 2007b. p. 67-94.
MAHER, T. M. Ecos de resistência: políticas linguísticas e línguas minoritárias no Brasil. In: NICOLAIDES, C. et al. (org.). Política e Políticas Linguísticas. Campinas: Pontes Editores, 2013. p. 117-134.
MOITA LOPES, L. P. Linguística aplicada e vida contemporânea: problematização dos construtos que têm orientado a pesquisa. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.
MOITA LOPES, L. P. Como e por que teorizar o português: recursos comunicativos em sociedades porosas e em tempos híbridos de globalização cultural. In: MOITA LOPES, L. P. (org.). O português no século XXI: cenário geopolítico e sociolinguístico. São Paulo: Parábola Editorial, 2013. p. 101-119.
NEVES, A. Política linguística de acolhimento às crianças imigrantes no Ensino Fundamental brasileiro: um estudo de caso. 2018. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Letras, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2018.
OLIVEIRA, G. C. A segunda geração de latino-americanos na cidade de São Paulo: a questão do idioma. Revista Interdisciplinar da Mobilidade Humana – REMHU, Brasília, n. 42, p. 213-230, jan./jun. 2014.
OLIVEIRA, G. M.; SILVA, J. I. Quando barreiras linguísticas geram violação de direitos humanos: que políticas linguísticas o Estado brasileiro tem adotado para garantir o acesso dos imigrantes a serviços públicos básicos? Gragoatá, v. 22, n. 42, p. 131-153, jan./abr. 2017.
POVOS Migrantes. In: PREFEITURA de São Paulo. {S,l.: s.n.], [202-?]. Dusponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/neer/povos-migrantes/. Acesso em: 26 mar. 2024.
SANTOS, M. O papel ativo da Geografia: um manifesto. Território, Rio de Janeiro, v. 5, n. 9, p. 103-109, jul./dez. 2000.
SANTOS, M. Por uma outra globalização. Rio de Janeiro: Record, 2001.
SANTOS, M. O país distorcido. São Paulo: PubliFolha, 2002.
SANTOS, M. A natureza do espaço. 4. ed. 9. reimpr. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2017. 392 p.
SÃO BERNARDO, M. A. Português como Língua de Acolhimento: um estudo com imigrantes e pessoas em situação de refúgio no Brasil. 2016. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-graduação em Linguística, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2016.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria Estadual de Educação. São Paulo. 1º Documento Orientador CGEB/NINC: Estudantes Imigrantes, ano I, n. 1, set. 2017.
SEYFERTH, G. Imigrantes, estrangeiros: a trajetória de uma categoria incomoda no campo político. In: REUNIÃO BRASILEIRA DE ANTROPOLOGIA, 26., 2008, Porto Seguro. Anais […]. Porto Seguro, 2008. Disponível em: http://www.abant.org.br/conteudo/ANAIS/CD_Virtual_26_RBA/mesas_redondas/trabalhos/MR%2012/giralda%20seyferth.pdf. Acesso em: 21 set. 2017.
SILVERSTEIN, M. Language & Communication, University of Chicago, Chicago, v. 23, p. 193-229, 2003.
WORTHAM, S. Narratives in Action: A Strategy for Research and Analysis. New York: Teachers College Press, Columbia University, 2001.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Helena Regina Esteves de Camargo 2025

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


