Entre o desejo e a necessidade de aprender línguas
algumas reflexões sobre o que também está em jogo nesse processo
Mots-clés :
língua estrangeira, necessidade, desejoRésumé
Neste estudo de natureza discursiva, nossa proposta é, partindo do dizer de alunos-professores em formação, identificar parte do imaginário construído e descrito por eles sobre o aprender línguas, utilizando-nos de conceitos básicos da psicanálise (desejo e necessidade) e de Foucault (principalmente, o das tecnologias de si). Através da análise de recortes selecionados de entrevistas orais, podemos concluir que aprender línguas implica muito mais do que a aquisição de saberes, habilidades e competências, mas toda a reconfiguração de processos subjetivos e identitários que constituem o sujeito-professor, processos inconscientes que remetem ao caráter ameaçador do desejo e ao caráter regularizador/normatizador das necessidades, que se constituem a partir das relações simbólicas e imaginárias produzidas na e pela história.
Téléchargements
Références
BARTHES, R. (1977). Fragmentos de um discurso amoroso. Rio de Janeiro: Livraria Francisco Alves, 1990.
CASTORIADIS, C. (1975). A instituição imaginária da sociedade. São Paulo: Paz e Terra, 1986.
CELADA, M. T. O espanhol para o brasileiro: uma língua singularmente estrangeira. 2002. Tese (Doutorado) - IEL/UNICAMP , Campinas, 2002.
FINK, B. (1995). O sujeito lacaniano: entre a linguagem e o gozo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.
FORBES, J. (2003). Você quer o que deseja? Rio de Janeiro: Editora Best Seller, 2005.
FOUCAULT, M. Ditos e Escritos V. Rio de Janeiro: Editora Forense Universitária, 2004a.
______. Microfísica do poder. São Paulo: Graal, 2004b.
FREUD, S. (1919). O estranho. Ed. Standard Bras., v. XVII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
______. (1920). Além do princípio do prazer. Ed. standard bras., v. XVIII. Rio de Janeiro: Imago, 1996.
NASIO, J.-D. (1992). 5 lições sobre a teoria de Jacques Lacan. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.
PRASSE, J. O desejo das línguas estrangeiras. Revista internacional: A clínica lacaniana, Rio de Janeiro: Companhia de Freud, ano 1, n.1, p.63-73, jun. 1997.
ROSE, N. Como se deve fazer a história do eu? Educação & Realidade, Porto Alegre, UFRGS, jan./jul. 2001a.
______ (1996). Inventando nossos eus. In: SILVA, T. T. da. Nunca fomos humanos. Belo Horizonte: Autêntica, 2001b.
Téléchargements
Publiée
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Copyright Revista Brasileira de Linguística Aplicada 2012

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


