O humor como quebra da convencionalidade

Autores

  • Stella E. O. Tagnin USP Autor

Resumo

Este artigo trata da relação entre a convencionalidade na língua e o humor. Para tanto, apresenta uma categorização de combinações consagradas, desde colocações a fórmulas discursivas, e discute como se prestam à criação do humor. Na qualidade de categorias convencionais, são combinações fixas ou semifixas "prontas para o uso" e decodificadas como um todo. O humor aqui apresentado é lingüístico e obtido pela manipulação/literalização dessas combinações, quebrando a expectativa do ouvinte/leitor. A estreita associação entre o domínio da convencionalidade e a fluência numa língua leva à não compreensão do humor pelo falante não fluente.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

ALLERTON, D. J. Three (or four) levels of word cooccurrrence restriction. Lingua 63, p. 17-40, 1984.

BALLARD, M. Wordplay and the Didactics of Translation. The Translator, v. 2, n. 2, p. 333-346, 1996.

FILLMORE, C. J. Innocence: A Second Idealization for Linguistics. Berkeley Linguistic Society 5, p. 63-76, 1979.

LEPPIHALME, R. Caught in the Frame. A Target-Culture Viewpoint on Allusive Wordplay. The Translator, v. 2, n. 2, p. 199-218, 1996.

PAWLEY, A.; SYDER, F.H. Two puzzles for linguistic theory: Nativelike selection and nativelike fluency. In: RICHARDS, J.C.; SCHMIDT, R.W. (Ed.). Language and communication. New York: Longman, 1983. p 191-226.

POSSENTI, S. Os humores da língua: análises lingüísticas de piadas. Campinas: Mercado de Letras, 1998.

ROSAS, M. Por uma teoria da tradução do humor. D.E.L.T.A.. v. 19: Especial, p.133-161, 2003.

TAGNIN, S. E. O. Expressões idiomáticas e convencionais. São Paulo: Ática, 1989.

WILLS, W. Anspielungen. Zur Manifestation von Kreativität um Routine in der Sprachverwendung. Tübingen: Max Niemeyer, 1989.

Downloads

Publicado

11-02-2012