Análise crítica de gênero e o exercício de leitura da palavramundo
diálogos possíveis
Palavras-chave:
Análise Crítica de Gênero, Leitura crítica, Ensino de leituraResumo
O presente artigo tem por objetivo discutir as possibilidades de leitura crítica a partir das noções de leitura enquanto prática social, proveniente da Análise Crítica de Gênero e de leitura da palavramundo de Paulo Freire. Para tanto, far-se-á: i) uma apresentação do que seja a ACG; ii) uma discussão acerca da concepção de leitura crítica, fruto da articulação da perspectiva freireana à ACG e, por fim, iii) apresentar-se-á um exemplo de análise de gênero midiático a partir dessas postulações. O artigo se encerra apontando possíveis contribuições dessa discussão para o trabalho de leitura crítica no ensino de língua(gem).
Downloads
Referências
AGUIAR, I. TV Brasil: algo novo está no ar: políticas públicas de comunicação no governo Lula. Florianópolis: Tribo da Ilha, 2012.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 2ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
BAKHTIN, M. Os gêneros do discurso. In: BAKHTIN, M. Estética da criação verbal . 4. ed. São Paulo: Martins Fontes , 2003. p. 261-306.
BHATIA, V. K. Towards critical genre analysis. In: BHATIA, V. K.; FLOWERDEW, J.; JONES, R. H. (Ed.). Advances in discourse studies. London; New York: Routledge, 2008.
BAUMAN, Z. Modernidade líquida. Tradução Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
BONINI, A. Critical genre analysis and professional practice: the case of public contests to select professors for Brazilian public universities. Linguagem em (dis)curso, Tubarão, v. 10, p. 485-510, 2010.
BONINI, A. Análise crítica de gêneros discursivos no contexto das práticas jornalísticas. In: SEIXAS, L.; PINHEIRO, N. F. (Org.). Gêneros: um diálogo entre comunicação e Linguística Aplicada. Florianópolis: Insular, 2013. p. 103-120.
BOURDIEU, P. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Zahar, 1997.
BRITTOS, V. C.; BOLAÑO, C. (Org.). Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia. São Paulo: Paulus, 2005.
CHOULIARAKI, L.; FAIRCLOUGH, N. Discourse in late modernity: rethinking critical discourse analysis. Edinburgh: Edinburgh University Press, 1999.
FAIRCLOUGH, N. Discurso e mudança social. Brasília: UnB, 2001.
FAIRCLOUGH, N. Analysing discourse: textual analysis for social research. London: Routledge, 2003.
FERRETTI SOARES, V. A. S. A série televisiva O Sagrado e a prática de publicidade institucional indireta da Rede Globo: uma análise crítica de gênero. 2013. 278f. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2013.
FIGUEIREDO, D. C. F.; BONINI. A. Recontextualização e sedimentação do discurso e da prática social: como a mídia constrói uma representação negativa para o professor e para a escola pública. 2015. Mimeografado.
FLORES, A. P. Hibridização entre jornalismo e publicidade: análise crítica de publieditoriais de uma campanha da Johnnie Walker. 2014. Dissertação (Mestrado em Linguística) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2014.
FREIRE, P. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados: Cortez, 1989.
FREIRE, P. Educação como prática de liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2006.
GERALDI, J. W. Portos de passagem. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes , 1991.
GERALDI, J. W. Sobre a questão do sujeito. In: Ancoragens: estudos bakhtinianos. São Paulo: Pedro & João Editores, 2010.
GIDDENS, A. Modernity and self-identity. Cambridge: Polity, 1991.
GOULEMOT, J. M. Da leitura como produção de sentidos. In: CHARTIER, R. (Org.). Práticas da leitura. São Paulo: Estação Liberdade, 2001.
GRACIOSO, F. Propaganda institucional: nova arma estratégica da empresa. São Paulo: Atlas, 1995.
GRUPPI, L. Conceito de hegemonia em Gramsci. Rio de Janeiro: Graal, 1978. (Biblioteca de Estudos Humanos. Série: Teoria política, n. 1.)
GUARESCHI, P. A. Comunicação e poder: apresentação do papel dos meios de comunicação de massa estrangeiros na América Latina. Petrópolis: Vozes, 1987.
HARVEY, D. Justice, nature and geography of difference. London: Blackwell, 1996.
KLEIMAN, A. Texto e leitor: aspectos cognitivos da leitura. Campinas: Pontes, 2013.
LIMA, V. A.; LOPES, C. A. Coronelismo eletrônico de novo tipo (1999-2004): as autorizações de emissoras como moeda de barganha política. 2007. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/download/Coronelismo_eletronico_de_novo_tipo.pdf >. Acesso em: 24 jun. 2015.
MACHADO, M. D. C. Aborto e ativismo religioso nas eleições de 2010. Revista Brasileira de Ciência Política, Brasília, n. 7, p. 25-54, jan./abr. 2012a. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbcpol/n7/a03n7.pdf >. Acesso em: 3 out. 2013.
MACHADO, M. D. C. Religião, cultura e política. Religião e Sociedade, Rio de Janeiro, n. 32, v. 2, p. 29-56, 2012b. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rs/v32n2/03.pdf >. Acesso em: 3 out. 2013.
MACHATO, M. D. C.; PICCOLO, F. D. Religiões e homossexualidades. Rio de Janeiro: FGV, 2010.
MACHADO FILHO, C. A. P. Responsabilidade social corporativa e a criação de valor para as organizações: um estudo multicasos. 2002. Tese (Doutorado em Administração) - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
MARSHALL, L. O jornalismo na era da publicidade. São Paulo: Summus, 2003.
MEURER, J. L. Uma dimensão crítica do estudo de gêneros textuais. In: MEURER, J. L.; MOTTA-ROTH, D. (Orgs.). Gêneros textuais e práticas discursivas: subsídios para o ensino da linguagem. Bauru: EDUSC, 2002. p. 17-29.
MOITA LOPES, L. P. (Org.). Por uma linguística aplicada indisciplinar. São Paulo: Parábola, 2006.
MOTTA-ROTH, D. Análise crítica de gêneros: contribuições para o ensino e a pesquisa de linguagem. DELTA, v. 24, n. 2, p. 341-383, 2008.
PINHO, J. B. Propaganda institucional: usos e funções da propaganda em relações públicas. São Paulo: Summus , 1990.
REDE GLOBO. Formatos comerciais. 2005. Disponível em: http://comercial2.redeglobo.com.br/midiakit/Documents/PDFs/formatos+comerciais.pdf >. Acesso em: Acesso em: 5 out. 2013.
REDE GLOBO. "A gente se liga em você" é a nova assinatura da Rede Globo. 2011a. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/novidades/noticia/2011/04/gente-se-liga-em-voce-e-nova-assinatura-da-rede-globo.html >. Acesso em: 5 out. 2013.
REDE GLOBO. Relatório de ações sociais. 2011b. Disponível em: http://redeglobo.globo.com/globocidadania/balanco-social-2011 >. Acesso em: 5 out. 2013.
RODRIGUES, N. C. Leitura nos ensinos fundamental e médio: reflexões sobre algumas práticas. Linguagem em (dis)curso , Tubarão, v. 7, n. 2, p. 215-240, maio/ago. 2007.
ROSE, D. Análise de imagens em movimento. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. (Ed.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. Tradução de Pedrinho A. Guareschi. Petrópolis: Vozes , 2014. p. 343-364.
SAMPAIO, R. Propaganda de A a Z. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.
SANTOS, S. E-Sucupira: O coronelismo eletrônico como herança do coronelismo nas comunicações brasileiras. Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação. 2006. Disponível em: http://www.compos.org.br >. Acesso em: 5 out. 2013.
SIGNORINI, I. Do residual ao múltiplo e ao complexo: o objeto da pesquisa em Linguística Aplicada. In: SIGNORINI, I.; CAVALCANTI, M. C. (Org.). Linguística Aplicada e transdisciplinaridade. Campinas: Mercado das Letras, 1998.
SOLÉ, I. Estratégias de leitura. Porto Alegre: Artmed, 1998.
STREET, B. V. Literacy in theory and practice. Cambridge: Cambridge University Press, 1984.
STREET, B. V. Os novos estudos do letramento: histórico e perspectivas. In: MARINHO, M.; CARVALHO, G. T. (Org.). Cultura escrita e letramento. Belo Horizonte: UFMG, 2010. p. 33-52
THOMPSON, J. B. Mídia e a modernidade: uma teoria social da mídia. Petrópolis: Vozes , 1998.
ZIZEK, S. Introdução: o espectro da ideologia. In: ZIZEK, S. (Org.) Um mapa da ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. p. 7-38.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2016 Revista Brasileira de Linguística Aplicada

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


