Aplicação do ciclo de ensino e aprendizagem à luz da Pedagogia de Gêneros
Palavras-chave:
Escola de Sydney, pedagogia de gêneros, ciclo de ensino aprendizagem, relatos autobiográficosResumo
O trabalho com leitura e produção escrita é um desafio em turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), dadas as características particulares dessa modalidade de ensino. Na busca por uma metodologia eficiente, aplicamos, em uma turma de ensino médio, um programa de trabalho com gêneros textuais à luz das orientações da Escola de Sydney (MARTIN; ROSE, 2008; ROSE; MARTIN, 2012), adaptando-o à realidade brasileira. Sendo assim, este artigo objetiva relatar uma experiência realizada em uma turma de ensino médio de EJA e demonstrar que um trabalho de produção de escrita organizado em etapas pode contribuir para o desenvolvimento linguístico de uma classe de alunos que apresentam lacunas na sua formação escolar. Para atingir nosso propósito, sugerimos à turma a produção de relatos autobiográficos em ciclos, para a qual foi realizada a aplicação sequenciada das três etapas que constituem a Pedagogia de Gêneros: Desconstrução, Construção Conjunta e Construção Independente. Os resultados apontam para um crescimento gradual e importante na qualidade das produções textuais dos alunos.
Downloads
Referências
BAWARSHI, A. S.; REIFF, M. J. Gênero: história, teoria, pesquisa, ensino. Tradução de Benedito Gomes Bezerra. São Paulo: Parábola, 2013. p. 46-59.
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
BRASIL. Parecer CNE/CEB 11/ 2000. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos. Diário Oficial da União, Brasília, DF, Seção 1e, p. 15, 9 jun. 2000. Disponível em: Disponível em: https://bit.ly/2SruH0p Acesso em: 21 abr. 2016.
FUZER, C. Ateliê de textos para ler e reinventar estórias: do contexto ao texto e vice-versa. Santa Maria: Editora da UFSM, 2017.
FUZER, C. et al. Experiência de desconstrução de gênero e escrita conjunta no projeto Ateliê de Textos. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO, 20., 2015, Cachoeira do Sul. Anais […]. Cachoeira do Sul: Ulbra, 2015. v. 1, p. 1-12.
FUZER, C. et al. O ciclo de ensino e aprendizagem de gêneros no projeto de extensão Ateliê de Textos. In: SEMINÁRIO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA DA REGIÃO SUL, 34., 2016, Camboriú. Anais […]. Camboriú: IFC, 2016. p. 700-704.
GOUVEIA, C. A. M. A escola como sistema de géneros: conhecimento, aprendizagem e transversalidade. In: MATEUS, M. H. M.; SOLLA, L. (ed.). Ensino do português como língua não materna: estratégias, materiais e formação. Lisboa: Iltec; Fundação Calouste Gulbenkian, 2013. p. 441-461.
HALLIDAY, M. A. K. Part I. In: HALLIDAY, M. A. K.; HASAN, R. Language, Context and Text: Aspects of a Language in a Social-Semiotic Perspective. Oxford: Oxford University Press, 1985. p. 3-43.
HALLIDAY, M. A. K. An Introduction to Functional Grammar. 2. ed. London: Edward Arnold, 1994.
HALLIDAY, M. A. K.; MATTHIESSEN, C. M. I. M. Halliday’s Introduction to Functional Grammar. 4. ed. London: Routledge, 2014. Doi: https://doi.org/10.4324/9780203783771
HASAN, R. Part II. In: HALLIDAY, M. A. K.; HASAN, R. Language, Context and Text: Aspects of Language in a Social-Semiotic Perspective. Oxford: Oxford University Press , 1989.
MARTIN, J. R.; ROSE, D. Working with Discourse. New York: Continuum, 2007. p. 8-9.
MARTIN, J. R.; ROSE, D. Genre Relations: Mapping Culture. London: Equinox, 2008. p. 97-136.
MENDES, M. O. H. Abordagem de base genológica no ensino do português como língua não materna. 2014. Tese (Mestrado em Língua e Cultura Portuguesa) - Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa, Lisboa, 2014.
MUNIZ DA SILVA, E. C. Gêneros e práticas de letramento no ensino fundamental. 2007. Tese (Doutorado em Linguística) - Universidade de Brasília, Brasília, DF, 2007.
MUNIZ DA SILVA, E. C. Ciclo de aprendizagem baseado em gênero. Linguagem: Estudos e Pesquisas, Catalão, v. 19, n. 2, p. 19-37, jul.-dez. 2015.
OLIVEIRA, S. M. N.; CABRAL, S. R. S. Relatos autobiográficos à luz da pedagogia de gêneros: uma intervenção em classes de PROEJA. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO, XXI., 2016, Cachoeira do Sul. Resumos expandidos [...]. Cachoeira do Sul: Ulbra , 2016. n. 1, p. 1-6, 2016.
ROSE, D. Reading genre: a new wave of analysis. Linguistics and the Human Sciences, Sheffield, v. 2 n. 2, p. 185-204, 2006. Disponível em: Disponível em: https://bit.ly/2Ejouyn Acesso em: 10 jan. 2017.
ROSE, D. Writing as Linguistic Mastery: the Development of Genre Based Literacy Pedagogy. In: MYHILL, D. et al. (ed.). Handbook of Writing Development. London: Sage, 2008.
ROSE, D. Genre in Sydney School. In: GEE, J. P.; HANDFORD, M. (ed.). The Routledge Handbook of Discourse Analysis. London: Routledge , 2010. Doi: https://doi.org/10.4324/9780203809068.ch15
ROSE, D. Genre, Knowledge and Pedagogy in the “Sydney School”. ARTEMEVA, N.; FREEDMAN, A. (ed.). Trends and Traditions in Genre Studies. Alberta: Inkshed, 2015a. Disponível em: Disponível em: https://bit.ly/2SryMSd Acesso em: 10 jan. 2017.
ROSE, D. Accelerating Learning and Closing the Gap. Sydney: Reading to Learn, 2015b. CD Course Book 2.
ROSE, D.; MARTIN, J. R. Learning to Write, Reading to Learn: Genre, Knowledge and Pedagogy in the Sydney School. London: Equinox , 2012.
ROTHERY, J. Making Changes: Developing an Educational Linguistics. In: HASAN, R.; WILLIAMS, G. (org.). Literacy in Society. London: Longman, 1996. p. 86-123.
SILVA, W. R. Gêneros em práticas escolares de linguagens: currículo e formação do professor. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, Belo Horizonte, v. 15, n. 4, p. 1023-1055, 2015. Doi: https://doi.org/10.1590/1984-639820156170
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Revista Brasileira de Linguística Aplicada

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Autores de artigos publicados pela RBLA mantêm os direitos autorais de seus trabalhos, licenciando-os sob a licença Creative Commons BY Attribution 4.0, que permite que os artigos sejam reutilizados e distribuídos sem restrição, desde que o trabalho original seja corretamente citado.


