Avaliação do risco de ulceração nos pés em pessoas com diabetes mellitus na atenção primária

Autores

  • Jefferson Abraão Caetano Lira Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem, Teresina PI , Brasil, Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem. Teresina, PI - Brasil http://orcid.org/0000-0002-7582-4157
  • Bianca Maria Aguiar de Oliveira Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem, Teresina PI , Brasil, Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem. Teresina, PI - Brasil http://orcid.org/0000-0001-7529-948X
  • Débora dos Reis Soares Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem, Teresina PI , Brasil, Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem. Teresina, PI - Brasil http://orcid.org/0000-0001-5660-395X
  • Claudia Daniella Avelino Vasconcelos Benício Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem, Teresina PI , Brasil, Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem. Teresina, PI - Brasil http://orcid.org/0000-0003-4638-2465
  • Lídya Tolstenko Nogueira Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem, Teresina PI , Brasil, Universidade Federal do Piauí - UFPI, Departamento de Enfermagem. Teresina, PI - Brasil http://orcid.org/0000-0003-4918-6531

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-9389.2020.49931

Palavras-chave:

Diabetes Mellitus, Pé Diabético, Grau de Risco, Úlcera do Pé, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Objetivo: avaliar o risco de ulceração nos pés de pessoas com diabetes mellitus atendidas na atenção primária. Método: estudo transversal analítico realizado em Teresina, Piauí, com 308 pacientes, sendo incluídos maiores de 18 anos diagnosticados com diabetes mellitus e excluídos aqueles com ulceração ativa e/ou neuropatia atribuída a outros agravos. Os dados foram coletados mediante formulário sociodemográfico, clínico e de classificação do risco de ulceração nos pés, no período de fevereiro a agosto de 2019. A análise ocorreu a partir de estatísticas descritiva e inferencial. Resultados: dos participantes, 56,5% tinham mais de 60 anos, 59,7% não realizavam o controle da glicemia, 56,2% não praticavam atividade física, 51,3% estavam com sobrepeso e 54,2% apresentaram grau de risco 1 para ulceração nos pés. A situação conjugal, ocupação e diabetes mellitus há mais de 10 anos, controle glicêmico inadequado, hipertensão arterial, dislipidemia e obesidade tiveram associação estatisticamente significativa com o risco de ulceração. Aqueles com pele seca, deformidades, reflexo do tornozelo e percepção de vibração no hálux alterados apresentaram mais probabilidade de ulceração nos pés. Constatou-se que o exame clínico dos pés e a sensibilidade preservada ao monofilamento foram fatores de proteção. Conclusão: observouse que os aspectos sociodemográficos e clínicos interferem na probabilidade de ulceração, sendo que a maioria apresentou risco baixo. Além disso, no exame clínico dos pés, as alterações na sensibilidade vibratória e no reflexo do tornozelo aumentaram a probabilidade de ulceração, destacando-se que a classificação do risco de ulceração é imprescindível na assistência às pessoas com diabetes mellitus.

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Publicado

16-10-2020

Como Citar

1.
Lira JAC, Oliveira BMA de, Soares D dos R, Benício CDAV, Nogueira LT. Avaliação do risco de ulceração nos pés em pessoas com diabetes mellitus na atenção primária. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 16º de outubro de 2020 [citado 24º de junho de 2024];24(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/49931

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