Humanização da assistência na unidade de terapia intensiva pediátrica:

perspectiva da equipe de enfermagem

Autores

  • Amanda Cunha Rodrigues Hospital e Maternidade Santa Clara. Unidade de Terapia Intensiva Adulto. Uberlândia, MG - Brasil
  • Tatiany Calegari Universidade Federal de Uberlândia - UFU, Hospital de Clínicas, Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Uberlândia, MG - Brasil,

DOI:

https://doi.org/10.5935/1415-2762.20160003

Palavras-chave:

Humanização da Assistência, Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica, Cuidados de Enfermagem, Relações Profissional-Paciente

Resumo

A Política Nacional de Humanização (PNH) propõe mudanças na gestão e prática de saúde, com estratégias de humanização direcionadas para o atendimento digno. Produz novas maneiras de executar o cuidado, o que reflete na relação positiva entre usuário e profissional, possibilitando a promoção da saúde. O objetivo deste estudo foi analisar a visão da equipe de enfermagem sobre a humanização da assistência às crianças e famílias na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). Constitui-se em uma pesquisa transversal realizada na UTIP de um hospital universitário, de outubro a novembro de 2013. Foi aplicado questionário estruturado às participantes, contendo questões objetivas de caracterização demográfica e laboral, do conhecimento sobre o tema, de aspectos facilitadores e que dificultam a realização de práticas humanizadas. As profissionais de enfermagem afirmam executar ações humanizadas mesmo com conhecimento parcial sobre a temática, destacando os fatores respeito, conforto, escuta e presença da família. As principais dificuldades identificadas para a realização de ações humanizadas foram a redução no quadro de funcionários, alta demanda de pacientes e o tempo. Condições que favorecem o atendimento humanizado no setor são o bom relacionamento com toda a equipe, o bem-estar do profissional, o trabalho reconhecido e valorizado, a formação e capacitação profissional. Concluiu-se que, a despeito do conhecimento teórico parcial e ausência de atualização por leitura científica, na visão das profissionais de enfermagem a humanização é importante e sua prática assistencial está permeada por ações consoantes com as diretrizes da PNH de acolhimento, ambiência e defesa dos direitos dos usuários.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Ministério da Saúde (BR). Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Política Nacional de Humanização: a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde; 2004.

2. Salicio DMB, Gaiva MAM. O significado de humanização da assistência para enfermeiros que atuam em UTI. Rev Eletrônica Enferm. 2006[citado em 2015 mar 02];8(3):370-6. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/revista8_3/v8n3a08.htm

3. Chernicharo IM, Silva FD, Ferreira MA. Caracterização do termo humanização na assistência por profissionais de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2014[citado em 2015 mar 02];18(1):156-62. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5935/1414-8145.20140023

4. Barros SDOL, Queiroz JC, Melo RM. Cuidando e humanizando: entraves que dificultam esta prática. Rev Enferm UERJ. 2010 [citado em 2015 mar 02];18(4):598-603. Disponível em: http://www.facenf.uerj.br/v18n4/v18n4a16.pdf

5. Chernicharo IM, Silva FD, Ferreira MA. Humanização no cuidado de enfermagem nas concepções de profissionais de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2011;15(4):686-93.

6. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização - PNH. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.

7. Arone EM, Cunha ICKO. Tecnologia e humanização: desafios gerenciados pelo enfermeiro em prol da integralidade da assistência. Rev Bras Enferm. 2007[citado em 2015 mar 02];60(6):721-3. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672007000600019

8. Ministério da Saúde (BR). Portaria GM/MS nº 3432, de 12 de agosto de 1998. Estabelece critérios de classificação para Unidade de Tratamento Intensivo - UTI. Brasília: Ministério da Saúde; 1998.

9. Casate JC, Corrêa AK. A humanização do cuidado na formação dos profissionais de saúde nos cursos de graduação. Rev Esc Enferm USP. 2012[citado em 2015 mar 02];46(1):219-26. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342012000100029

10. Alves PC, Neves VF, Dela Coleta MF, Oliveira AF. Avaliação do bem estar no trabalho entre profissionais de enfermagem de um hospital universitário. Rev Latino-Am Enferm. 2012[citado em 2015 mar 02];20(4):701-9. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692012000400010

11. Souza KMO, Ferreira SD. Assistência humanizada em UTI neonatal: os sentidos e as limitações identificadas pelos profissionais de saúde. Ciênc Saúde Coletiva. 2010[citado em 2015 mar 02];15(2):471-80. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000200024

12. Corbani NMS, Brêtas ACP, Matheus MCC. Humanização do cuidado de enfermagem: o que é isso? Rev Bras Enferm. 2009[citado em 2015 mar 02];62(3):349-54. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672009000300003

13. Hoga LAK. A dimensão subjetiva do profissional na humanização da assistência à saúde: uma reflexão. Rev Esc Enferm USP. 2004[citado em 2015 mar 02];38(1):13-20. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342004000100002

14. Collet N, Rozendo CA. Humanização e trabalho na enfermagem. Rev Bras Enferm. 2003[citado em 2015 mar 02];56(2):189-92. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v56n2/a16v56n2.pdf

15. Pauli MC, Bousso RS. Crenças que permeiam a humanização da assistência em unidade de terapia intensiva pediátrica. Rev Latino-Am Enferm. 2003[citado em 2015 mar 02];11(3):280-6. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0104-11692003000300003

16. Oliveira LL, Sanino GEC. A humanização da equipe de enfermagem em unidade de terapia intensiva neonatal: concepção, aplicabilidade e interferência na assistência humanizada. Rev Soc Bras Enferm Ped. 2011[citado em 2015 mar 02];11(2):75-83. Disponível em: http://www.sobep.org.br/revista/component/zine/article/143-a-humanizao-da-equipe-de-enfermagem-em-unidade-de-terapia-intensiva-neonatal.html

17. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (BR). Resolução - RDC nº 26, de 11 de maio de 2012. Altera a Resolução RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Brasília: Anvisa; 2012.

18. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução - RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010. Dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências. Brasília: Anvisa; 2010.

19. Peduzzi M, Anselmi ML. O auxiliar e o técnico de enfermagem: categorias profissionais diferentes e trabalhos equivalentes. Rev Bras Enferm. 2004[citado em 2015 mar 02];57(4):425-9. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672004000400008

20. Silva RC, Ferreira MA. Características dos enfermeiros de uma unidade tecnológica: implicações para o cuidado de enfermagem. Rev Bras Enferm. 2011[citado em 2015 mar 02];64(1):98-105. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0034-71672011000100015

21. Cucolo DF, Perroca MG. Monitorando indicadores de desempenho relacionados ao tempo de assistência da equipe de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2010[citado em 2015 mar 02];44(2):497-503. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0080-62342010000200036

22. Souza JC, Lima JOR, Munari DB, Esperidião E. Ensino do cuidado humanizado: evolução e tendências da produção científica. Rev Bras Enferm. 2008[citado em 2015 mar 02];61(6):878-82. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reben/v61n6/a14v61n6.pdf

23. Penna CMM, Faria RSR, Rezende GP. Acolhimento: triagem ou estratégia para universalidade do acesso na atenção à saúde? REME - Rev Min Enferm. 2014[citado em 2015 mar 02];18(4):815-22. Disponível em: http://www.dx.doi.org/10.5935/1415-2762.20140060

24. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. Ambiência. 2ª ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2013.

25. Ribeiro JP, Gomes GC, Thofehrn MB. Ambiência como estratégia de humanização da assistência na unidade de pediatria: revisão sistemática. Rev Esc Enferm USP. 2014[citado em 2015 mar 02];48(3):530-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v48n3/pt_0080-6234-reeusp-48-03-530.pdf. Doi: 10.1590/S0080-623420140000300020

Publicado

02-05-2017

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Rodrigues AC, Calegari T. Humanização da assistência na unidade de terapia intensiva pediátrica:: perspectiva da equipe de enfermagem. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 2º de maio de 2017 [citado 9º de maio de 2026];20. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50030