Análise das necessidades de assistência de enfermagem de pacientes internados em um Centro de Terapia Intensiva para adultos

Autores

  • Adelaide De Mattia Rocha Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Escola de Enfermagem – EE. Enfermeira, Doutora em Enfermagem, Professora associada.
  • Ana Lúcia De Mattia Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Escola de Enfermagem – EE. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora adjunta.
  • Débora de Campos Nascimento Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Curso de Graduação em Enfermagem. Acadêmica, Bolsista Probic/Fapemig.
  • Mayara Sousa Vianna Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Curso de Graduação em Enfermagem. Acadêmica, Bolsista Probic/Fapemig.
  • Rafael Lima Rodrigues de Carvalho Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Escola de Enfermagem – EE, Curso de Graduação em Enfermagem. Acadêmico, Bolsista Fundep/Santander.

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50290

Palavras-chave:

Centro de Terapia Intensiva, Educação Continuada em Enfermagem, Assistência de Enfermagem

Resumo

A implementação da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) constitui uma exigência às instituições de saúde. É importante determinar as necessidades da assistência de enfermagem, especialmente dos pacientes graves. Foram analisadas as necessidades de assistência de enfermagem a pacientes internados no CTI de um hospital universitário registradas em 135 prontuários, no período de janeiro de 2009 a fevereiro de 2010. O instrumento de coleta de dados contemplou 77 ações/intervenções de enfermagem ou colaborativas e alocadas em classes e domínios da taxonomia II da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Para a análise, foram considerados os registros de atividades constantes em mais de 30% dos prontuários. Algumas atividades consideradas de enfermagem e que não estão incluídas nos 30% analisados foram discutidas à parte. Os domínios mais registrados foram Segurança/Proteção, Nutrição, Eliminação/Troca, Atividade/Repouso. Das 59 ações/intervenções identificadas, 24 constavam em mais de 30% dos prontuários analisados. Algumas atividades registradas se referiam a exames e procedimentos nos quais a enfermagem teria ações colaborativas, embora não estivessem explicitadas nos registros. Concluiu-se que mesmo os domínios mais registrados não expressam as reais necessidades dos pacientes atendidos no CTI, dada a pouca alusão às ações/intervenções específicas de enfermagem. O foco dos registros foram as atividades colaborativas às intervenções de outros profissionais. Pouco se pode depreender dos registros estudados sobre as ações/intervenções de enfermagem específicas de cuidados ao paciente. É imprescindível que a equipe de enfermagem seja capaz de avaliar e registrar as ações/intervenções de enfermagem prevalentes no CTI e desenvolva aptidão para realizar e valorizar esses cuidados.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

1. Lei 7498, de 25 de junho de 1986. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L7498.htm>. Acesso em: 20 maio 2010.

2. Resolução COFEN-272/2002. Disponível em: <http://www.portalcofen.gov.br/ Site/2007/materias.asp?ArticleID=7100&sectionID=34>. Acesso em: 20 maio 2010.

3. Resolução COFEN-358/2009. Disponível em: <http://www.portalcofen.gov.br/Site/ 2007/materias.asp?ArticleID=10113&sectionID=34>. Acesso em: 24 maio 2009.

4. Tranquitelli AM, Ciampone MHT. Número de horas de cuidados de enfermagem em unidade de terapia intensiva de adultos. Rev. Esc. Enferm. USP. 2007; 41(3): 371-377.

5. Silva MF, Conceição FA, Leite MMJ. Educação continuada: um Levantamento de necessidades da equipe de enfermagem. O Mundo da Saúde São Paulo. 2008; 32(1): 47-55

6. Ministério da Saúde (BR). Política de educação e desenvolvimento para o SUS: caminhos para a educação permanente em saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2004. 68p. Série C. Projetos, Programas e Relatórios.

7. Silva GM; Seiffert OMLB. Educação continuada em enfermagem: uma proposta metodológica. Rev. Bras. Enferm. 2009; 62(3): 362-366.

8. Clapis MJ, Nogueira MS, Mello DF, Corrêa AK, Souza MCBM, Mendes MMR. O ensino de graduação na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo ao longo dos seus 50 anos (1953-2003). Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2004; 12(1):7-13.

Downloads

Publicado

01-09-2012

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Rocha ADM, De Mattia AL, Nascimento D de C, Vianna MS, Carvalho RLR de. Análise das necessidades de assistência de enfermagem de pacientes internados em um Centro de Terapia Intensiva para adultos. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de setembro de 2012 [citado 14º de agosto de 2026];16(3). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50290

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

<< < 1 2