Sentidos da dor do parto normal na perspectiva e vivência de um grupo de mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50318Palavras-chave:
Dor do Parto, Parto Normal, Pré-Natal, Enfermagem obstétrica, Saúde da MulherResumo
Estudo descritivo com abordagem qualitativa, cujo objetivo foi compreender os sentidos da dor do parto normal, construídos por um grupo de mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), atendidas em uma maternidade pública de Goiânia-GO, Brasil, com base em suas perspectivas durante a primeira gestação e de suas vivências de dor no primeiro parto. Primigestas voluntárias foram entrevistadas, antes e após o parto normal, com perguntas norteadoras sobre a temática da dor do parto normal. As falas foram analisadas pelo Método de Interpretação de Sentidos. As dez participantes estavam na faixa etária entre 18 e 31 anos, pré-natal completo e evolução normal da gravidez e do parto. Da análise das falas emergiram as categorias temáticas: Construindo os sentidos da dor do parto normal a partir das perspectivas de dor no período pré-natal e Construindo os sentidos da dor do parto normal a partir da vivência parturitiva institucionalizada. No período pré-natal, foram construídos sentidos ambíguos da dor, ora como fenômeno natural inerente ao parto, ora como fenômeno de sofrimento para a mulher, conforme retratado no meio sociocultural e na assistência pré-natal. Baseando-se na vivência parturitiva, como protagonista do parto, a maioria construiu sentidos de dor como fenômeno inerente ao parto natural e de domínio feminino. Esses resultados configuram relevante instrumento para os profissionais da saúde, no sentido de planejar ações educativas no pré-natal e estratégias de manejo da dor que promovam conforto e satisfação às parturientes, na perspectiva de assistência obstétrica humanizada, preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Downloads
Referências
1. Gualda DMR. Eu conheço minha natureza: a expressão cultural do parto. Curitiba: Editora Maio; 2002.
2. Griboski RA, Guilhem D. Mulheres e profissionais de saúde: o imaginário cultural na humanização ao parto e nascimento. Texto Contexto Enferm. 2006; 15(1):107-4.
3. Lowe KN. The nature of labor pain. Am J Obstet Gynecol. 2002; 186:S16-24.
4. Oliveira SMJV, Riesco MLG, Miyra CFR, et al. Tipo de parto: expectativas das mulheres. Rev Latinoam Enferm. 2002 set-out; 10(5):667-74.
5. Organizacao Mundial de Saude (OMS), Saude Materna e Neonatal. Unidade de Maternidade Segura Saude Reprodutiva e da Familia. Assistencia ao Parto Normal: Um Guia Pratico. Genebra, Suíça; Brasília (DF): MS; 1996.
6. Nagahama EEI, Santiago SM. Práticas de atenção ao parto e os desafios para humanização do cuidado. Cad Saude Publica. 2008 ago;
24(8):1859-68.
7. Dossie Humanizacao do Parto. Rede Nacional Feminista de Saude, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Sao Paulo (SP): [S.n]; 2002.
8. Caton D, Corry M, Frigoletto FD, Hopkins DP, Lieberman E, Mayberry L. The nature and management of labor pain: executive summary. Am J Obstet Gynecol. 2002; 186(5):S1-15.
9. Minayo MCS. O Desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saude. 10a ed. Sao Paulo (SP): Hucitec; 2008.
10. Ministério da Saude (BR). Conselho Nacional de Saude, Comissão Nacional de Etica em Pesquisa. Resolução no 196, 10 de outubro de 1996: diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisa envolvendo seres humanos. Brasilia (DF): Ministerio da Saude; 1996.
11. Gomes R. Analise e interpretação de dados de pesquisa qualitativa. In: Minayo MCS, organizadora. Pesquisa Social: teoria, método e
criatividade. 25a ed. Petropolis (RJ): Vozes; 2007. p. 67-80.
12. Rezende RJ, Montenegro CAB. Obstetricia Fundamental. 10a ed. Rio de Janeiro (RJ): Guanabara Koogan; 2008.
13. Brasil. Ministerio da Saude. Secretaria de Atencao a Saude, Departamento de Acoes Programaticas Estrategicas. Manual tecnico pre-natal e puerperio: atencao qualificada e humanizada. Brasilia (DF): Ministerio da Saude; 2005.
14. Brasil. Lei n. 10.108. Altera a Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para garantir as parturientes o direito a presenca de acompanhante durante o trabalho de parto, parto e pos-parto imediato, no ambito do Sistema Unico de Saude – SUS. Diario Oficial da Uniao; 2005.
15. Morais FRR, Alves AM, Traverso-Yepez MA. Da humanizacao ao cotidiano de desigualdades sociais na assistencia ao parto e ao nascimento. Pesquisas e Praticas Psicossociais. 2008 fev; 2(2).
16. Centa ML, Moreira EC. Vou ser mae e agora? Familia Saude Desenvolvimento. 2002 jul-dez; 4(2):134-42.
17. Rios CTF, Vieira NFC. Acoes educativas no pre-natal: reflexao sobre a consulta de enfermagem como um espaco para educacao em saude. Cienc Saude Coletiva. 2007; 12(2):477-86.
18. Budo MLD, Nicolini D, Resta DG, et al. A cultura permeando os sentimentos e as reacoes frente a dor. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2007; 41(1):36-43.
19. Hotimsky SN, Rattner D, Venancio SI, et al. O parto como eu vejo... ou como eu o desejo? Expectativas de gestante, usuarias do SUS, acerca do parto e da assistencia obstetrica. Cad Saude Publica. 2002 set-out; 18(5):1303-10.
20. Souza LM. A dor do parto: uma leitura fenomenologica dos seus sentidos [dissertacao]. Brasilia (DF): Universidade Catolica de Brasilia; 2007.
21. Mccallum C, Reis AP. Re-significando a dor e superando a solidao: experiencias do parto entre adolescentes de classes populares atendidas em uma maternidade publica de Salvador, Bahia, Brasil. Cad Saude Publica. 2006 jul; 22(7):1483-91.
22. Figueiredo B, Costa R, Pacheco A. Experiencia de parto: alguns fatores e consequencias associadas. Analise Psicologica. 2002; 2(20):203-17.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


































