A obrigação de (des) cuidar:

representações sociais sobre o cuidado à sequelados de acidente vascular cerebral por seus cuidadores

Autores

  • Jeferson Santos Araújo Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil
  • Silvio Éder Dias da Silva Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil.
  • Vander Monteiro da Conceição Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil.
  • Mary Elizabeth de Santana Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil.
  • Esleane Vilela Vasconcelos Hospital Ophir Loyola. Belém, PA - Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5935/2316-9389.2012.v16.50327

Palavras-chave:

Cuidadores, Cuidados de Enfermagem, Psicologia Social

Resumo

O cuidado prestado ao paciente sequelado após acidente vascular cerebral exige uma dedicação quase sempre integral, gerando, por vezes, a sobrecarga, o que implica o desgaste emocional e, possivelmente, o desequilíbrio do processo de saúde e doença. Nesse contexto, objetiva-se, com este estudo, identificar e analisar as representações sociais dos cuidadores de pacientes sequelados após acidente vascular cerebral sobre o cuidado prestado. Trata-se de uma pesquisa do tipo exploratório-descritiva, com uma abordagem qualitativa, para a qual foi empregado o método de estudo de caso e Teoria das Representações Sociais, para trabalhar os significados dos conteúdos relatados. Foram entrevistados 20 cuidadores domiciliares, cujos relatos foram organizados para análise. O estudo traz como principais ideias representadas: o fator dessocializante da doença, o acúmulo de sequelas, a angústia, o sofrimento durante o cuidado prestado, a dependência gerada pela doença e o sentimento de invalidez do cuidador perante o cuidado prestado. Emergiram da exploração dessas ideias a consolidação de quatro grandes unidades temáticas: "Mazelas no cuidado ao indivíduo com acidente vascular cerebral"; "Quanto mais sequela mais atenção"; "O acidente vascular cerebral como fator dessocializante"; e "Sequelas, angústias e suas implicações para o cuidado prestado". O estudo contribuiu para a caracterização do cuidado ao indivíduo sequelado com uma tarefa árdua, visto que as representações atribuídas pelos cuidadores entrevistados foram ancoradas na ideia consequente de exaustão no receptor, desarmonizando a assistência prestada. Nesse contexto, é necessário que o enfermeiro promova o envolvimento dos cuidadores no preparo para a alta hospitalar.

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Biografia do Autor

  • Jeferson Santos Araújo, Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil

     

     

  • Silvio Éder Dias da Silva, Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil.

     

     

  • Mary Elizabeth de Santana, Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil.

    Universidade Federal do Pará – UFPA, Faculdade de Enfermagem. Belém, PA - Brasil.

     

  • Esleane Vilela Vasconcelos, Hospital Ophir Loyola. Belém, PA - Brasil

     

     

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Publicado

01-03-2012

Edição

Seção

Pesquisa

Como Citar

1.
Araújo JS, Silva S Éder D da, Conceição VM da, Santana ME de, Vasconcelos EV. A obrigação de (des) cuidar:: representações sociais sobre o cuidado à sequelados de acidente vascular cerebral por seus cuidadores. REME Rev Min Enferm. [Internet]. 1º de março de 2012 [citado 9º de junho de 2026];16(1). Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/reme/article/view/50327

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