Estratégias de comunicação e interação do enfermeiro com o paciente inconsciente
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2011.v15.50374Palavras-chave:
Enfermagem, Inconsciência, Comunicação, Planejamento de Assistência ao PacienteResumo
A tecnologia beneficia o cuidado ao paciente, mas deve ser utilizada de forma a não substituir a presença humana, com seu toque, olhar ou palavra. Ao cuidar do paciente inconsciente, o enfermeiro percebe um desafio para uma comunicação eficiente. Os objetivos com esta pesquisa foram: avaliar as estratégias de interação e identificadas pelos enfermeiros no cuidado com o paciente inconsciente e identificar itens de prescrições que favoreçam essa interação. Este é um estudo descritivo, realizado em hospital universitário, com enfermeiros submetidos a entrevista e transcrição das prescrições de enfermagem relacionadas à interação com pacientes inconscientes. Concluiu-se que os enfermeiros identificam a utilização de estratégias de interação, muitas sugeridas pela literatura, como chamar o paciente pelo nome, comunicar os procedimentos, evitar comentários próximos ao leito, reduzir ruídos, estimular os familiares a interagir, acalmar o paciente pela conversa e toque. As estratégias identificadas também aparecem na forma de prescrição de enfermagem.Downloads
Referências
1. Goulart BNG, Chiari BM. Humanização das práticas do profissional de saúde: contribuições para reflexão. Ciênc Saúde Coletiva.2010; 15(1). [Citado 2010 jul. 21] Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232010000100031&lng=en&nrm=iso>.
2. Marques IR, Souza AR. Tecnologia e humanização em ambientes intensivos. Rev Bras Enferm. 2010; 63(1): 141-4.
3. Vila VSC, Rossi LA. O significado cultural do cuidado humanizado em unidade de terapia intensiva: “muito falado e pouco vivido”.Rev Latinoam Enferm. 2002 mar/abr; 10(2):137-44.
4. Lucena AF, Crossetti MGO. Significado do cuidar na unidade de terapia intensiva. Rev Gaúcha Enferm. 2004 ago; 25(2):243-56.
5. Cunha PJ, Zagonel IPS. As relações interpessoais nas ações de cuidar em ambiente tecnológico hospitalar. Acta Paul Enferm.2008; 21(3). [Citado 2010 jul. 21]. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010321002008000300005&lng=en&nrm=iso>.
6. Alcure L, Ferraz MNS, Carneiro R. Comunicação verbal e não verbal. Rio de Janeiro: SENAC/DN/DFP; 1996. 80p.
7. Aguiar VT. O verbal e o não verbal. São Paulo: UNESP; 2004. 112p.
8. Zinn GB, Silva MJP, Telles SCR. Comunicar-se com o paciente sedado: vivência de quem cuida. Rev Latinoam Enferm. 2003mai/jun; 11(3):326-32.
9. Smeltzer SC, Bare BG. Tratamento de pacientes com disfunção neurológica. In: Smeltzer SC, Bare BG. Brunner e Suddarth:tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2002. p.1562-601.
10. Rodrigues Júnior GR, Amaral JLG. Experiência clínica com uso de sedativos em terapia intensiva. Estudo retrospectivo. Rev
Bras Anestesiologia. 2002 nov/dez; 52(6):745-55.
11. Silva MJP, Dobbro ERL. Reflexões sobre a importância da mente na recuperação do paciente em coma. O mundo da saúde.2000 jul/ago; 24(4):249-54.
12. Puggina ACG, Silva MJP. Sinais vitais e expressão facial de pacientes em estado de coma. Rev Bras Enferm. 2009 Jun; 62(3).[Citado 2010 jul. 21]. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672009000300016&lng=en&nrm=iso>.
13. Silva AL, Schlicknann GC, Faria JG. O coma e seu impacto no processo de ser e viver: implicações para o cuidado de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. 2002 jul; 23(2):81-107.
14. Puggina ACG, Silva MJP da, Gatti MFZ, Graziano KU, Kimura M. A percepção auditiva nos pacientes em estado de coma: uma
revisão bibliográfica. Acta Paul Enferm. 2005 Set; 18(3). [Citado 2010 jul. 21]. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002005000300013&lng=en&nrm=iso>.
15. Ferreira MA. A comunicação no cuidado: uma questão fundamental na enfermagem. Ver Bras Enferm. 2006 Jun; 59(3):327-30.
[Citado 2010 jul. 21]. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672006000300014&lng=en>.
16. Silva MJP. A importância da comunicação nos processos de qualidade. Nursing. 1998 jun; (1):20-6.
17. Oriá MOB, Moraes LMP, Victor JF. A comunicação como instrumento do enfermeiro para o cuidado emocional do cliente
hospitalizado. Rev Eletrônica Enferm. 2002; 6(2):292-97. [Citado 2010 jul. 21]. Disponível em:
<http://www.fen.ufg.br/revista/revista6_2/pdf/R4_comunica.pdf>.
18. Pontes AC, Leitão IMTA, Ramos IC. Comunicação terapêutica em Enfermagem: instrumento essencial do cuidado. Rev Bras Enferm. 2008 Jun; 61(3):312-318. [Citado 2010 jul. 29]. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-71672008000300006&lng=en>.
19. Silva JA, Silva MJP. Expressões faciais e emoções humanas: levantamento bibliográfico. Rev Bras Enferm. 1995 abr/jun;
48(2):180-7.
20. Ordahi LFB, Padilha MICS, Souza LNA. Communication between nursing staff and clients unable to communicate verbally. Rev Latinoam Enferm. 2007 Out; 15(5):965-72. [Citado 2010 jul. 29]. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692007000500013&lng=en>.
21. Agresti A. Categorical Data Analysis. New York: John Wiley & Sons; 1990. 710p.
22. Amaral JLG, coordenador. Recomendações da Associação de Medicina Intensiva Brasileira sobre Analgesia, Sedação e Bloqueio Neuromuscular em Terapia Intensiva (AMIB). São Paulo: AMIB; 1999.
23. Setz VG, D’innocenzo M. Avaliação da qualidade dos registros de enfermagem no prontuário por meio da auditoria. Acta Paul
Enferm. 2009; 22(3). [Cited 2010 Jul 29]. Available from
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002009000300012&lng=en&nrm=iso>.
24. Hayashi AAM, Gisi ML. O cuidado de enfermagem no CTI: da ação-reflexão à conscientização. Texto Contexto Enferm. 2000 mai/ago; 9(2):824-37.
25. Inaba LC, Silva MJP, Telles SCR. Paciente crítico e comunicação: visão de familiares sobre sua adequação pela equipe de enfermagem. Rev Esc Enferm USP. 2005; 39(4):423-9. [Citado 2010 jul. 29]. Disponível em:
<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0080-62342005000400008&lng=en>.
26. Oliveira PS, Nóbrega MML, Silva AT, Ferreira Filha MO. Comunicação terapêutica em enfermagem revelada nos depoimentos de pacientes internados em centro de terapia intensiva. Rev Eletrônica Enferm. 2005; 7(1):54-63. [Citado 2010 jul. 29]. Disponível em: <http://200.137.221.132/index.php/fen/article/view/861/1035>.
27. Camargos AT, Dias LO. Comunicação: um instrumento importante para humanizar o cuidado de enfermagem em unidade de terapia intensiva. In: Simpósio Brasileiro de Comunicação em Enfermagem [Proceedings online]; 2002 May 02-03; São Paulo, SP,
Brasil. 2002. [Citado 2010 jul. 29]. Disponível em:
28. Todres ID. Music is medicine for the heart. J Pediatr (Rio J). 2006; 82:166-8.
29. Lamego DTC, Deslandes SF, Moreira MEL. Desafios para a humanização do cuidado em uma unidade de terapia intensiva neonatal cirúrgica. Ciênc Saúde Coletiva. 2005 jul/set; 10(3):669-75.
30. Santos CR, Toledo NN, Silva SC. Humanização em unidade de terapia intensiva: paciente – equipe de enfermagem – família.
Nursing. 1999 out; 17:26-9.
31. Bensenor FEM, Cicarelli DD. Sedação e analgesia em terapia intensiva.Rev Bras Anestesiologia. 2003 set/out; 53(5):680-93.
32. Dell’acqua MCQ, Araujo VA, Silva MJP. Toque: qual o uso atual pelo enfermeiro? Rev Latinoam Enferm. 1998 abr; 6(2):7-22.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2011 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


































