Estresse entre enfermeiros hospitalares e a relação com as variáveis sociodemográficas
DOI:
https://doi.org/10.5935/2316-9389.2010.v14.50470Palavras-chave:
Estresse Psicológico, Enfermagem, Trabalho, Hospitais GeraisResumo
O objetivo com esta pesquisa foi estudar a influência das variáveis sociodemográficas na percepção do estresse. Baseando no modelo interacionista do estresse, utilizou-se a abordagem quantitativa, descritiva e correlacional. Participaram do estudo 101 enfermeiros de um hospital de alta complexidade do município de São Paulo. Foram utilizadas a Escala Bianchi de Stress, Escala de Estresse no Trabalho e Escala de Estresse Percebido para a coleta de dados. Os resultados permitiram constatar que os enfermeiros participantes apresentam nível médio de estresse (média = 3,80) e que as situações percebidas como estressantes foram aquelas relacionadas ao ambiente físico da unidade de trabalho, aos aspectos relacionais do processo de trabalho da enfermagem, ao processo saúde-doença dos pacientes e à organização do processo de trabalho na instituição de saúde. As variáveis que apresentaram relação estatisticamente significante com os níveis de estresse dos enfermeiros foram: idade(p<0,001),tempo de formação acadêmica(p<0,001),arrimo de família(p<0,041) e curso de pós-graduação(p<0,001). Conclui-se que as variáveis sociodemográficas influenciam na percepção doestresse e que é necessário"cuidarde quemcuida"conhecendo quem são os profissionais deenfermagem, como eles vivem, quais suas aspirações, motivações e necessidades para se atingir o principal objetivo do cuidado de enfermagem: uma assistência de qualidade
Downloads
Referências
1. Lyon BL. Stress, coping, and health: a conceptual overview.In: Rice VH. Handbook of stress, coping and health.Thousand Oaks: Sage; 2000. p.5-23.
2. International Stress Management Association (ISMA-BR).Trabalho, estresse e saúde: prevenindo o burnout – da teoria à ação. In: VI Congresso de Stress da ISMA - BR [texto na Internet]; 2006 jun. 7-9 [Citado em 2007 nov.14]; Porto Alegre. Porto Alegre; 2006. Disponível em: http: //www.ismabrasil. com. br/tpls/ 147.asp? idPagina=49&idPg=601&mAb=n
3. Bryant C, Fairbrother G, Fenton P. The relative influence of personal and workplace descriptors on stress. Br J Nurs. 2000; 9(13): 876-80.
4. França ACL, Rodrigues AL. Stress e trabalho:guia básico com abordagem psicossomática. São Paulo: Atlas; 1997.p.18-39.
5. Godoy RM, Coutrin S. Estresse em enfermagem:uma análise do conhecimento produzido na literatura brasileira no período de 1982 a 2001. Texto & Contexto Enferm. 2003; 12(4): 486-94.
6. Belancieri MF, Bianco MHBC. Estresse e repercussões psicossomáticas em trabalhadores da área de enfermagem de um hospital universitário. Texto & Contexto Enferm. 2004; 13(1): 124-31.
7. Batista KM, Bianchi ERF. Estresse entre enfermeiros de emergência. Rev Latinoam Enferm. 2006, 14(4): 534-9.
8. Martins LMM, Bronzatti JAG,Vieira CSCA, Parra SHB, Silva EDRP. Agentes estressores no trabalho e sugestões para amenizá-los: opiniões de enfermeiros de pós-graduação. Rev Esc Enferm USP. 2000; 34(1): 52-8.
9. Sangiuliano LA. Stress na atuação dos enfermeiros em um hospital privado e as consequências em seu estado de saúde [dissertação]. São Paulo: Escola de Enfermagem Universidade de São Paulo; 2004.
10. Bianchi ERF. Stress em enfermagem. Análise da atuação do enfermeiro de centro cirúrgico [tese]. São Paulo : Escola de Enfermagem da USP; 1990.
11. Cohen S, Kamarck T, Mermelstein R. A global measure of perceived stress. J Health Soc Behav. 1983; 24: 385-96.
12. Paschoal T, Tamayo A. Impacto dos Valores Laborais e da Interferência Família – Trabalho no Estresse Ocupacional. Psicol Teor Pesqui. 2005; 21(2): 173-80.
13. Guerrer FJL, Bianchi ERF. Caracterização do estresse nos enfermeiros de unidades de terapia intensiva. Rev Esc Enferm USP. 2008; 42(2):355-62.
14. Barbosa IA, Vieira MA, Bonfim MLC, Caldeira AP. Autopercepção de estresse em equipe de enfermagem de terapia intensiva. REME Rev Min Enferm. 2008; 12 (1): 48-53.
15. Stumm EMF, Botega D, kirchner RM, Silva LAA. Estressores e sintomas de estresse vivenciados por profissionais em um centro cirúrgico. REME Rev Min Enferm. 2008; 12 (1): 54-66.
16. Guido LA. Stress e coping entre enfermeiros de centro cirúrgico e recuperação anestésica [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem, Universidade de São Paulo; 2003.
17. Bianchi ERF. Enfermeiro hospitalar e o estresse. Rev Esc Enferm USP. 2000; 34(4): 390-4.
18. Borges FNS. Trabalhadores de enfermagem: compreendendo condições de vida e trabalho e ritmos biológicos [tese] São Paulo: Faculdade e de Saúde Pública da Universidade de São Paulo; 2006.
19. Grazziano ES. Estratégia para redução do stress e burnout entre enfermeiros hospitalares [tese]. São Paulo: Escola de Enfermagem Universidade de São Paulo; 2008.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2010 Reme: Revista Mineira de Enfermagem

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.


































