Diversidade em imunologia

Autores

  • Nelson Monteiro Vaz Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-770X.2015.2749

Palavras-chave:

Imunologia, Especificidade, Degeneração

Resumo

Na geração da diversidade imunológica, milhões de células (linfócitos, por exemplo) e moléculas (anticorpos) diferentes são geradas somaticamente, de novo em cada organismo  vertebrado; os genes envolvidos na ativação de linfócitos e na formação de anticorpos não são herdados inteiros. Linfócitos e anticorpos, diversos entre si, reagem uns com os outros e constituem uma rede complexa multiconectada (o sistema imune), na qual a complexidade é essencial. Reduções dessa diversidade (clonal) dos linfócitos (expansões oligoclonais) acarretam formas graves de doenças infecciosas, alérgicas e autoimunes. A imunologia atual está no processo de incorporar abordagens sistêmicas nas quais essa diversidade é importante nas associações com a microbiota nativa e com proteínas da dieta.

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Biografia do Autor

Nelson Monteiro Vaz, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Professor emérito de Imunologia - ICB - Universidade Federal de Minas Gerais.

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Publicado

2016-09-09

Como Citar

VAZ, N. M. Diversidade em imunologia. Revista da UFMG, Belo Horizonte, v. 22, n. 1 e 2, p. 250–259, 2016. DOI: 10.35699/2316-770X.2015.2749. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadaufmg/article/view/2749. Acesso em: 18 jun. 2024.

Edição

Seção

Artigos