Epistemologia da pandemia — século XXI

o fim do sono e a intensificação do fascismo

Autores

  • Fernando Lionel Quiroga Universidade Estadual de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.35699/2316-770X.2021.33551

Palavras-chave:

Epistemologia, Pandemia (covid-19), Fascismo

Resumo

O propósito deste ensaio resulta do esforço de pensar no futuro das sociedades contemporâneas a partir da pandemia da covid-19. Com o objetivo de refletir sobre os principais impactos deste período, buscamos pinçar suas principais características no intuito de desenvolver uma epistemologia da pandemia. A partir deste esforço, buscamos interpretar seus principais sentidos em face das condições pré-existentes das sociedades atuais a partir de duas noções-chave: o caráter de hiperconectividade e pressão do desempenho, bem como de suas consequências sociais, como a falência do sono enquanto elemento constitutivo da cultura e civilização. A seguir, ventilamos a hipótese que compreende haver uma linha tênue entre o fim do sono e o recrudescimento do fascismo.

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Biografia do Autor

Fernando Lionel Quiroga, Universidade Estadual de Goiás

Doutor em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo/UNIFESP, professor da Universidade Estadual de Goiás/UEG

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Publicado

2022-07-28 — Atualizado em 2022-07-29

Como Citar

QUIROGA, F. L. Epistemologia da pandemia — século XXI: o fim do sono e a intensificação do fascismo. Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 28, n. 2, p. 106–125, 2022. DOI: 10.35699/2316-770X.2021.33551. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadaufmg/article/view/33551. Acesso em: 27 set. 2022.

Edição

Seção

Filosofia/Utopia