Vida

o fim e o começo

Autores

  • Ailton Krenak Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.35699/xhq3jw74

Palavras-chave:

capitalismo, desenvolvimento sustentável, crise climática, meio ambiente, Ailton Krenak.

Resumo

Na conferência Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para quê? Para quem?, proferida em atividades online da Cátedra CALAS - IEAT/UFMG em 16 de novembro de 2021, Ailton Krenak discute a noção de “desenvolvimento sustentável” que considera ilusória dentro da lógica capitalista. Ao relembrar as promessas frustradas da Eco-92 e dos Objetivos do Milênio, que, em vez de combater a pobreza, reforçaram desigualdades e a crise climática atual, Krenak argumenta que o capitalismo — entendido como uma “religião global” — transforma a vida e a natureza em bens de consumo, expulsando os povos de seus territórios e mercantilizando as relações através da gestão da vida. Para o pensador indígena, é preciso despertar, produzir outras visões de mundo, valorizar a vida como experiência cósmica e selvagem, refundar os Estados coloniais em formas plurinacionais e pluriversais para a convivência entre os seres e com o planeta.

Biografia do Autor

  • Ailton Krenak, Universidade Federal de Juiz de Fora

    Doutor em Sociologia, pertence ao Sistema Nacional de Pesquisadores do Uruguai, foi professor e pesquisador da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade da República (Udelar) até 2021 e professor visitante em diversas universidades. Atualmente é professor e pesquisador livre do Programa de Pós-Graduação em Sociologia (PPGS) da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e professor de pós-graduação da Faculdade de Humanidades y Ciencias de la Educación (Udelar). Autor de inúmeras publicações no Uruguai e no exterior, entre seus livros estão “Ver más allá de la coyuntura. Producción de conocimiento y proyectos de sociedad” (Buenos Aires, 2021), “Los enclaves informacionales de la periferia capitalista: el caso de Zonamérica en Uruguay” (2011), “Las batallas por la subjetividad: luchas sociales y construcción de derechos en Uruguay” (2008), e “Intelectuales, democracia y derechas” (co-organizador y autor, Buenos Aires, 2020).

Referências

CLASTRES, Pierre (1988) A Sociedade contra o Estado: Pesquisas de antropologia política. Tradução de Theo Santiago. São Paulo: Livraria Francisco Alves. (Título original 1974: La Société contre l'État: Recherches d'Anthropologie Politique)

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce (2015) A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami. Tradução Beatriz Perrone-Moisés; prefácio de Eduardo Viveiros de Castro. São Paulo: Companhia das Letras. (Título original 2010: La Chute du ciel: Paroles d’un chaman yanomami)

KRENAK, Ailton (2020) A vida é selvagem. Cadernos SELVAGEM (publicação digital). Rio de Janeiro: Dantes Editora /Biosfera.

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Publicado

2025-11-11

Como Citar

Vida: o fim e o começo. Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 32, n. Fluxo Contínuo, p. 1–19, 2025. DOI: 10.35699/xhq3jw74. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadaufmg/article/view/64323. Acesso em: 18 fev. 2026.