Vida:

o fim e o começo

Autores

  • Ailton Krenak Universidade Federal de Juiz de Fora

DOI:

https://doi.org/10.35699/xhq3jw74

Palavras-chave:

capitalismo, desenvolvimento sustentável, crise climática, meio ambiente, Ailton Krenak.

Resumo

Na conferência Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para quê? Para quem?, proferida em atividades online da Cátedra CALAS - IEAT/UFMG em 16 de novembro de 2021, Ailton Krenak discute a noção de “desenvolvimento sustentável” que considera ilusória dentro da lógica capitalista. Ao relembrar as promessas frustradas da Eco-92 e dos Objetivos do Milênio, que, em vez de combater a pobreza, reforçaram desigualdades e a crise climática atual, Krenak argumenta que o capitalismo — entendido como uma “religião global” — transforma a vida e a natureza em bens de consumo, expulsando os povos de seus territórios e mercantilizando as relações através da gestão da vida. Para o pensador indígena, é preciso despertar, produzir outras visões de mundo, valorizar a vida como experiência cósmica e selvagem, refundar os Estados coloniais em formas plurinacionais e pluriversais para a convivência entre os seres e com o planeta.

Biografia do Autor

  • Ailton Krenak, Universidade Federal de Juiz de Fora

    Ailton Alves Lacerda Krenak (Itabira, Minas Gerais, 1953) é um dos mais influentes líderes indígenas, ambientalistas, filósofos e escritores do Brasil contemporâneo. Pertence ao povo indígena Krenak e ganhou reconhecimento internacional por sua atuação na defesa dos direitos dos povos originários e na crítica ao modelo de civilização ocidental que, segundo ele, separa a humanidade da natureza. Sua atuação foi fundamental na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, defendendo os direitos indígenas. É Professor Honoris Causa pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2016) e Universidade de Brasília (2021). Foi eleito em 2023 e empossado em 2024 como o oitavo ocupante da cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Autor de obras de renome como "Ideias para adiar o fim do mundo" (2019), "A vida não é útil" (2020), e "Futuro ancestral" (2022). Vencedor do Prêmio Juca Pato (Intelectual do Ano) em 2020 e do Prince Claus Impact Award em 2022 (Holanda).

Referências

CLASTRES, Pierre (1988) A Sociedade contra o Estado: Pesquisas de antropologia política. Tradução de Theo Santiago. São Paulo: Livraria Francisco Alves. (Título original 1974: La Société contre l'État: Recherches d'Anthropologie Politique)

KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce (2015) A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami. Tradução Beatriz Perrone-Moisés; prefácio de Eduardo Viveiros de Castro. São Paulo: Companhia das Letras. (Título original 2010: La Chute du ciel: Paroles d’un chaman yanomami)

KRENAK, Ailton (2020) A vida é selvagem. Cadernos SELVAGEM (publicação digital). Rio de Janeiro: Dantes Editora /Biosfera.

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Publicado

2025-11-11

Como Citar

Vida:: o fim e o começo. Revista da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 32, n. Fluxo Contínuo, p. 1–19, 2025. DOI: 10.35699/xhq3jw74. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadaufmg/article/view/64323. Acesso em: 13 mar. 2026.