Vida
o fim e o começo
DOI:
https://doi.org/10.35699/xhq3jw74Palavras-chave:
capitalismo, desenvolvimento sustentável, crise climática, meio ambiente, Ailton Krenak.Resumo
Na conferência Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Para quê? Para quem?, proferida em atividades online da Cátedra CALAS - IEAT/UFMG em 16 de novembro de 2021, Ailton Krenak discute a noção de “desenvolvimento sustentável” que considera ilusória dentro da lógica capitalista. Ao relembrar as promessas frustradas da Eco-92 e dos Objetivos do Milênio, que, em vez de combater a pobreza, reforçaram desigualdades e a crise climática atual, Krenak argumenta que o capitalismo — entendido como uma “religião global” — transforma a vida e a natureza em bens de consumo, expulsando os povos de seus territórios e mercantilizando as relações através da gestão da vida. Para o pensador indígena, é preciso despertar, produzir outras visões de mundo, valorizar a vida como experiência cósmica e selvagem, refundar os Estados coloniais em formas plurinacionais e pluriversais para a convivência entre os seres e com o planeta.
Referências
CLASTRES, Pierre (1988) A Sociedade contra o Estado: Pesquisas de antropologia política. Tradução de Theo Santiago. São Paulo: Livraria Francisco Alves. (Título original 1974: La Société contre l'État: Recherches d'Anthropologie Politique)
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce (2015) A queda do céu: Palavras de um xamã yanomami. Tradução Beatriz Perrone-Moisés; prefácio de Eduardo Viveiros de Castro. São Paulo: Companhia das Letras. (Título original 2010: La Chute du ciel: Paroles d’un chaman yanomami)
KRENAK, Ailton (2020) A vida é selvagem. Cadernos SELVAGEM (publicação digital). Rio de Janeiro: Dantes Editora /Biosfera.
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