Capitaloceno na prática
O marco temporal e a disputa territorial no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.35699/x0jpsv49Palavras-chave:
conflitos, povos indígenas, território, transformações climáticasResumo
Com as mudanças nos processos críticos da atmosfera da Terra, o debate sobre a transição para uma nova Época Geológica tem gerado discussões sobre a intervenção de nossa espécie no funcionamento e fluxos do nosso planeta, com o conceito de Antropoceno sendo amplamente utilizado para descrever essa nova Época. No entanto, essa abordagem tem sido criticada por atribuir tal responsabilidade à humanidade como um todo, sem considerar as dinâmicas estruturais que impulsionam tais transformações. Como alternativa, o conceito de Capitaloceno propõe que essas mudanças sejam entendidas a partir da lógica do capitalismo. Esse enquadramento teórico permite lançar um novo olhar sobre disputas territoriais contemporâneas, como a lei do marco temporal indígena, que busca criar um “marco de ocupação”. Ao condicionar esses direitos a uma lógica moderna capitalista, o marco temporal exemplifica, na prática, como a lógica capitalocênica se manifesta.
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