O Direito como fluxo e duração

uma crítica à ontologia da soberania em Sandro Chignola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i2.66660

Palavras-chave:

Direito, experiência, crítica, Sandro Chignola

Resumo

A obra Diritto vivente: Ravaisson, Tarde, Hauriou, de Sandro Chignola, propõe uma profunda revisão das categorias tradicionais do pensamento jurídico moderno. Em vez de compreender o direito como expressão da soberania, da vontade estatal ou da norma positiva, Chignola reconstrói o fenômeno jurídico a partir da noção de “direito vivente”, concebido como processo imanente às práticas sociais. Para tanto, mobiliza três autores pouco explorados no campo jurídico contemporâneo: Félix Ravaisson, Gabriel Tarde e Maurice Hauriou. O percurso da obra demonstra como o hábito, a repetição, a imitação e a instituição constituem elementos fundamentais para compreender o direito como realidade dinâmica e histórica. Em Ravaisson, o hábito aparece como princípio ontológico que une natureza e ação; em Tarde, o direito emerge das redes de imitação e invenção que estruturam a vida social; em Hauriou, as instituições revelam-se organismos vivos capazes de incorporar o tempo e adaptar-se às transformações coletivas. O principal mérito do livro reside em romper com a centralidade da soberania e do normativismo, oferecendo uma concepção do direito fundada na duração, na experiência e na criatividade social. Trata-se de uma contribuição original e relevante para repensar criticamente o direito contemporâneo.

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Biografia do Autor

  • Augusto Jobim do Amaral, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Augusto Jobim do Amaral é professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Ciências Criminais e do Programa de Pós-Graduação em Filosofia, ambos da PUCRS. Doutor em Altos Estudos Contemporâneos (Ciência Política, História das Ideias e Estudos Internacionais Comparativos) pela Universidade de Coimbra (Portugal); Doutor, Mestre e Especialista em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

  • Antonio Justino de Arruda Neto, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

    Antonio Justino de Arruda Neto é doutor em Direito pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE. Mestre em Filosofia pela UNISINOS. Professor de Direito da Faculdade Nova Roma - Caruaru.

Referências

CHIGNOLA, Sandro. Diritto vivente: Ravaisson, Tarde, Hauriou. Macerata: Quodlibet, 2020.

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Publicado

07-08-2026

Como Citar

AMARAL, Augusto Jobim do; ARRUDA NETO, Antonio Justino de. O Direito como fluxo e duração: uma crítica à ontologia da soberania em Sandro Chignola. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 7, n. 2, p. e66660, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v7i2.66660. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/66660. Acesso em: 12 ago. 2026.

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