A sociedade do gozo disciplinado

transparência cega, supereu antropofágico e inimigo fragilizado depois de Foucault

Autores

DOI:

https://doi.org/10.53981/destrocos.v7i2.66323

Palavras-chave:

Foucault, neoliberalismo, psicopolítica, subjetivação, inimigo fragilizado

Resumo

Este artigo propõe o conceito de sociedade do gozo disciplinado para enfrentar uma lacuna no debate sobre poder contemporâneo: a tendência a opor, de modo excessivamente linear, sociedade disciplinar, desempenho, transparência e psicopolítica. Situado na filosofia política contemporânea, em diálogo com teoria crítica, estudos foucaultianos, criminologia crítica e literatura, o estudo sustenta que a disciplina não desaparece no neoliberalismo tardio, mas se redistribui diferencialmente. O método é ensaístico-conceitual, com orientação genealógica, operacionalizada pela reconstrução de matrizes de poder, pela identificação de deslocamentos históricos, pela explicitação das tensões entre Michel Foucault, Byung-Chul Han e Slavoj Žižek e pela elaboração de categorias interpretativas. O percurso formula três conceitos articulados: sociedade do gozo disciplinado, transparência cega e inimigo fragilizado. Conclui-se que a atualidade de Foucault, depois de Foucault, não reside em repetir sua descrição das instituições disciplinares, mas em diagnosticar formas híbridas pelas quais liberdade, visibilidade, subjetivação e punição seletiva produzem vulnerabilidades socialmente convertidas em ameaça.

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Biografia do Autor

  • Thiago Perez Bernardes de Moraes, Centro Universitário Campos de Andrade

    Thiago Perez Bernardes de Moraes é doutor e pós-doutor em Psicologia Social pela Universidad Argentina John Fitzgerald Kennedy. Pós-doutor em Direito Constitucional pela Università degli Studi di Messina. Professor e pesquisador no Centro Universitário Campos de Andrade.

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Publicado

30-09-2026

Como Citar

MORAES, Thiago Perez Bernardes de. A sociedade do gozo disciplinado: transparência cega, supereu antropofágico e inimigo fragilizado depois de Foucault. (Des)troços: revista de pensamento radical, Belo Horizonte, v. 7, n. 2, p. e66323, 2026. DOI: 10.53981/destrocos.v7i2.66323. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistadestrocos/article/view/66323. Acesso em: 4 out. 2026.

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