ACOLHENDO QUEM CUIDA

UM RELATO DE PRÁTICAS A CUIDADORES DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO

Autores

  • Brena Costa de Oliveira Universidade Federal do Piauí
  • Hengrid Graciely Nascimento Silva Universidade Federal do Piauí
  • Letícia Graziela Lopes França Sousa Universidade Estadual do Piauí
  • Valéria Monteiro Beserra da Silva Universidade Estadual do Piauí
  • Michelle Vicente Torres Universidade Estadual do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.35699/2318-2326.2020.19313

Palavras-chave:

Acolhimento, Transtorno do Espectro Autista, Aprendizagem Baseada em Problemas., Atenção Primária à Saúde

Resumo

O objetivo do presente trabalho é apresentar as ações de acolhimentos carinhosos e sensíveis ocorridas no projeto “Orientação a cuidadores de crianças autistas: acolhendo para a produção sensível e criativa do cuidado”, expondo as atividades executadas e metodologias utilizadas. A descrição das atividades é feita através de um relato de experiência reflexivo, redigido de acordo com as práticas de acolhimento vivenciadas em um projeto de extensão universitária de orientações a cuidadores de pessoas com Transtorno do Espectro Autista. A experimentação e a sustentação do acolhimento como prática de educação em saúde revela-se exitosa, consolidando o conhecimento da academia em práticas extramuros. Diante do exposto, conclui-se que a utilização de metodologias sensíveis e criativas de acolhimento,  com base na educação popular em saúde e expressões artísticas, é de grande valia.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Brena Costa de Oliveira, Universidade Federal do Piauí

Fisioterapeuta graduada pela Universidade Estadual do Piaui (2013 - 2018). Atualmente é Residente pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Universidade Federal do Piauí com área de concentração em Alta Complexidade (2019-2021)

Hengrid Graciely Nascimento Silva, Universidade Federal do Piauí


Fisioterapeuta graduada pela Universidade Estadual do Piauí (2013-2017). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências e Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Piauí (2018-2020). Atualmente é pós-graduanda em Transtorno do Espectro Autista e em Intervenção ABA para Deficiência Intelectual (Child Behavior Institute of Miami) e em Osteopatia (Escola de Osteopatia de Madrid). Desenvolve pesquisas em Diabettes (qualidade de vida e cicatrização de feridas), TEA, Saúde Pública, Ensino na Saúde, com foco em metodologias qualitativas e participativas. Tem experiência na área de Fisioterapia, com ênfase em traumato-ortopedia, terapias manuais e docência. E-mail: hengrid_graciely@hotmail.com.

Letícia Graziela Lopes França Sousa, Universidade Estadual do Piauí


Fisioterapeuta graduada pela Universidade Estadual do Piauí (2013-2017). Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências e Saúde (PPGCS) da Universidade Federal do Piauí (2018-2020). Atualmente é pós-graduanda em Transtorno do Espectro Autista e em Intervenção ABA para Deficiência Intelectual (Child Behavior Institute of Miami) e em Osteopatia (Escola de Osteopatia de Madrid). Desenvolve pesquisas em Diabettes (qualidade de vida e cicatrização de feridas), TEA, Saúde Pública, Ensino na Saúde, com foco em metodologias qualitativas e participativas. Tem experiência na área de Fisioterapia, com ênfase em traumato-ortopedia, terapias manuais e docência.

Valéria Monteiro Beserra da Silva, Universidade Estadual do Piauí


Concluiu o Ensino Médio em 2012 no Instituto Federal do Piauí, em 2013 iniciou a vida acadêmica na UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PIAUÍ curso de Fisioterapia e no decorrer da graduação tem sido membro da (LASBE) Liga Acadêmica de Saúde Baseada em Evidências, (LAFIPE) Liga Acadêmica de Fisioterapia Pediátrica, (LAFITOD) Liga Acadêmica de Fisioterapia Traumato-Ortopédica e Despostiva, (LAITI) Liga Acadêmica Interdisciplinar de Terapia Intensiva e (GEFONCO) Grupo de Estudos em Fisioterapia Oncofuncional. Faz parte da Comissão Organizadora da (LAFINE) Liga Acadêmica de Fisioterapia Neurológica, (LAFITOD) Liga acadêmica de Fisiterapia Traumato-Ortopédica e Desportiva, foi presidente do I Simpósio Multiprofissional de Cuidados na Saúde do Homem e faz parte da comissão Científica da VI Jornada de fisioterapia da UESPI, além de projetos de PIBEU, monitoria, participação em congressos e jornadas.

Michelle Vicente Torres, Universidade Estadual do Piauí

Fisioterapeuta, graduada pela Universidade Estadual do Piauí (2005), Especialista em Fisioterapia Cardiovascular em Regime de Residência pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia do Estado de São Paulo (2008), Mestre em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (2009), Especialista em Docência na Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2015). Docente de Ensino Superior para o Curso de Fisioterapia da Universidade Estadual do Piauí eTutora de Campo da VII Turma de Residência Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade da UESPI . Áreas afins: Educação na Saúde, Saúde Coletiva, Fisioterapia Comunitária e Fisioterapia Cardiovascular.


Referências

Araújo, G. M. S., Aiello, A. L. R. (2013). Rede Social de Apoio de Mães com Defi-ciência Intelectual. Psicologia: Reflexão e Crítica, 26(4): 752-761.

Arruda C., Silva, D. M. G. V. (2012). Acolhimento e vínculo na humanização do cuidado em enfermagem às pessoas com Diabetes Mellitus. Rev. Bras. Enferm, 65(5): 758-766.

Ávila, N. F. (2017). Dança circular e hospitalidade: um corpo que se expressa e acolhe com amorosidade. Caxias Do Sul [dissertação]. Universidade De Caxias Do Sul, Caxias Do Sul.

Bastos, O. M., Deslandes, S. F. (2008). A experiência de ter um filho com deficiên-cia mental: narrativas de mães. Cad. Saúde Pública, 24 (9) :2141-2150.

Carvalho, S. B. O.; Duarte, L. R.; Guerrero, J. M. A. (2015). Parceria ensino e serviço em unidade básica de saúde como cenário de ensino-aprendizagem.. Trabalho, educação e saúde, 123-44.

Chaves, L. A., et al. (2018). Integração da atenção básica à rede assistencial: análise de componentes da avaliação externa do PMAQ-AB. Caderno de saúde púublica, 34(2): 1-14.

Dantas, V. L. A., Linhares, A. M. B., Silva, E. J., Lima, R. F., Silva, M. R. F, Andrade, L. O. M. (2012). Cirandas da vida: dialogismo e arte na gestão em saúde.. Saúde soc, 21(1):46-58.

Dayrell, J. (2002). O rap e o funk na socialização da juventude.. Educação e Pes-quisa, 28 (1); 117-136.

Elsabbagh, M. et al. (2014). Community engagement and knowledge translation: progress and challenge in autism research.. Autism, 18(7): 771-781.

Fernandes, F. D. M. et al. (2014). Orientação a mães de crianças do espectro au-tístico a respeito da comunicação e linguagem. Jornal da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 23(1): 1-7.

Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educa-tiva. São Paulo: Paz e Terra, p. 113.

Gomes, P. T. M. et al. (2015). Autismo no Brasil, desafios familiares e estratégias de superação: revisão sistemática. J. Pediatr, 91(2).

Hennington, E. A. (2005). Shelter as an interdisciplinary practice in a university extension program. Cadernos de saúde pública, 21(1): 256-65.

Júnior, W. F. F. (2015). Acesso aos serviços de saúde dos usuários da equipe de saúde da família número 81 do município de Contagem-MG [tese]. Belo Hori-zoante: Universidade Federal de Minas Gerais.

Lemos, C.L., Silva, L.R. (2011). A música como uma prática inclusiva na educação. Rev do Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Musicoterapia, 2; 32 – 46.

Marques, D. P. (2001). A importância da musicoterapia para o envelhecimento ativo. Revista portal de Divulgação, 1(15); 18 -24.

Martins, L. M. (2009). O ensino e o desenvolvimento da criança de zero a três anos. Ensinando aos pequenos de zero a três anos. Campinas, Editora Alínea., 93-121.

Mota, G.M., Mota, D.M.C., Machado, M.M.T., Holanda Arrais, R.H., Oliveira, C.P.V., Salgado, M. S., Souza, M.M.B., William, L. H. (2012). A percepção dos estudantes de graduação sobre a atuação do “doutor palhaço” em um hospital universitá-rio. Rev Bras Promoç Saúde, 25(2 Supl): 25-32.

Motta, B. F. B.; Perucchi, J.; Filgueiras, M. S. T. (2014). O acolhimento em Saúde no Brasil: uma revisão sistemática de literatura sobre o tema. Revista SBPH, 17(1): 121-39.

Pasche, D. F., Passos, E., & Azevedo Hennington, É. (2011). Cinco anos da política nacional de humanização: trajetória de uma política pública. Ciência & Saúde Coletiva, 16(11).

Pereira, E. R., Biruel, E. P., Oliveira, L. S. D. S., Rodrigues, D. A. (2014). A experiência de um serviço de a saúde especializado no atendimento a pacientes indígenas. Saúde e Sociedade, 23: 1077-90.

Sampaio, J., Santos, G.C., Agostini, M., Salvador, A.S. (2014). Limites e potencia-lidades das rodas de conversa no cuidado em saúde: uma experiência com jovens no Sertão Pernambucano. Interface. Jan; 18(2):1299-1311.

Scholze, A. S.; Junior, C. F. D.; Silva, Y. F. (2009). Health work and the implementa-tion of user embracement in primary healthcare: affection, empathy or alterity?.. Interface - Comunicação, Saúde, Educação, 31(13): 303-14.

Stewart, M. K. et al. (2015). Community Engagement in Health-Related Research: A Case Study of a Community-Linked Research Infrastructure, Jefferson County, Arkansas, 2011–2013.. Preventing chronic disease, 12: 1-10.

Volchana, E, et al. (2003). Estímulos emocionais: processamento sensorial e res-postas motoras Emotional stimuli: sensory processing and motor responses.. Rev Bras Psiquiatr. 25: 29-32.

Publicado

2020-12-30

Como Citar

OLIVEIRA, B. C. de .; SILVA, H. G. N. .; SOUSA, L. G. L. F.; SILVA, V. M. B. da; TORRES, M. V. ACOLHENDO QUEM CUIDA : UM RELATO DE PRÁTICAS A CUIDADORES DE CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO. Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, [S. l.], v. 8, n. 3, p. 185–212, 2020. DOI: 10.35699/2318-2326.2020.19313. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistainterfaces/article/view/19313. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos