PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES

CONTRIBUIÇÕES NA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO

Autores

  • Carla Patrícia Antunes Gontijo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais
  • Regiane Prado Ribeiro Universidade Federal de Minas Gerais https://orcid.org/0000-0002-9863-0101
  • Alexandre da Silveira Sete Universidade Federal de Minas Gerais
  • Silvana Aparecida Costa Universidade Federal de Minas Gerais
  • Juliana Silveira Teixeira Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte
  • Fátima Ferreira Roquete Universidade Federal de Minas Gerais
  • Karla Rona da Silva Universidade Federal de Minas Gerais https://orcid.org/0000-0003-0495-789X
  • Elaine Santana de Souza Ferreira Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais https://orcid.org/0000-0003-4633-0534

Palavras-chave:

Terapias complementares, Qualidade de vida, Saúde do trabalhador, Condições de trabalho, Educação

Resumo

Este artigo descreve a experiência da utilização das práticas integrativas e complementares (PIC) com trabalhadores de um hospital universitário público em Belo Horizonte-MG. Os atendimentos terapêuticos aos trabalhadores, gratuitos, ocorreram no período de outubro de 2018 a abril de 2019, sendo prestados por profissionais voluntários em salas disponibilizadas em um ambulatório do hospital. Foram oferecidas as seguintes terapias: a) Aromaterapia; b) Auriculoterapia; c) Homeopatia; d) Reiki; e) Tai Chi Chuan; e f) Tuiná. Contando com a participação de 7 voluntários, foram oferecidas 456 vagas durante o período avaliado, sendo realizados 568 agendamentos (com 405 atendimentos efetivos). Diante da experiência, constatou-se a necessidade de: a) fortalecer os meios de comunicação, para promover maior adesão aos atendimentos terapêuticos; b) aprimorar a percepção dos trabalhadores; e c) sensibilizar as lideranças para que mobilizem e inspirem a participação dos trabalhadores nos programas de qualidade de vida no trabalho (QVT) em organizações do setor saúde.[E1]

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Carla Patrícia Antunes Gontijo, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual de Montes Claros (2008), pós graduação em Enfermagem do Trabalho e Gestão Hospitalar. Mestranda em Gestão de Serviços de Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atualmente é enfermeira do trabalho do Hospital das Clínicas da UFMG, atuando principalmente nos seguintes temas: enfermagem hospitalar, absenteísmo, satisfação profissional, trabalho hospitalar.

Regiane Prado Ribeiro, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestre em Gestão de Serviços de Saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (2020). Especialista em Enfermagem Obstétrica pela Atualiza Pós-Graduação (2010). Possui graduação em Enfermagem pela Universidade do Estado de Minas Gerais (2006). Atualmente é enfermeira obstétrica da Maternidade Otto Cirne do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na Área de Enfermagem, com ênfase em Obstetrícia e Gestão de Serviços de Saúde.

Alexandre da Silveira Sete, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestrado em Gestão em Saúde (2018-2020). Especialização em Terapia Intensiva Adulto: Urgência, Emergência e Trauma. Graduação em Enfermagem pelo Centro Universitário UNA (2008). Especialização em Acreditação: qualidade no serviço de saúde. (2009 - 2010)Atualmente é gerente de enfermagem do HOSPITAL FELÍCIO ROCHO. Tem experiência na área de Enfermagem, com ênfase em Enfermagem na Gestão e Gerenciamento.

Silvana Aparecida Costa, Universidade Federal de Minas Gerais

Mestre em Gestão de Serviços da Saúde pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Juliana Silveira Teixeira , Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte

Possui graduação em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2008). Atualmente é Gerente da Qualidade do Grupo Santa Casa de Belo Horizonte (Hospital Santa Casa BH,Centro de Especialidade Médicas, Funerária, Hospital São Lucas,Instituto de Ensino e Pesquisa) responsável pela implementação do Sistema de Gestão da Qualidade nesta Instituição nas normas Certificáveis ISO 9001,ONA, Gestão de Risco (31000), responsável pelo Núcleo de Segurança do Paciente como membro do Comitê de Gerenciamento de Risco Assistencial e Núcleo de Segurança do Paciente. Gestora Executiva do projeto do DRG no Comitê Assistencial de Implantação da Plataforma DRG Brasil na Santa Casa BH. Experiência na área assistencial nos setores de urgência e emergência e ensino como docente no Instituto de Ensino e Pesquisa Santa Casa BH (2013) e Faculdade Pitágoras (2018).

Fátima Ferreira Roquete, Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Ciências da Saúde/Enfermagem (UFMG), Mestre em Administração (CEPEAD/UFMG), Especialista em Administração Pública (FJP/MG), Especialista em Saúde Pública (FIOCRUZ), Bacharel em Psicologia (PUC/MINAS). Professora (Adjunto IV) e Pesquisadora, Departamento de Gestão em Saúde (GES), Programa do Mestrado Profissional em Gestão de Serviços de Saúde, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Membro do Núcleo de Pesquisas Gestão em Saúde (NUGES), do Grupo de Pesquisa Economia da Saúde/FHEMIG e do Núcleo de Relações de Trabalho e Tecnologias de Gestão (NURTEG/UNIHORIZONTES). Avaliadora de periódicos e eventos nacionais e internacionais. Temas de interesses em pesquisa: Gestão de Pessoas; Psicologia Organizacional e do Trabalho; Gestão Organizacional (Qualidade e Acreditação); Ensino e Pesquisa em Gestão em Saúde. Públicos e cenários de interesse em pesquisa: gestores, profissionais de saúde, discentes/egressos; e serviços de saúde públicos e privados.

Karla Rona da Silva , Universidade Federal de Minas Gerais

Doutora em Biomedicina pelo Instituto de Ensino e Pesquisa da Santa Casa de Belo Horizonte (2013). Mestre em Ciências da Saúde pela UNINCOR / Betim (2009). Especialista em Urgência e Atendimento pré-hospitalar Móvel pela Universidade Estácio de Sá/BH (2006). Possui graduação em Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2005). Atualmente é professora Adjunto II do Departamento Gestão em Saúde da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (EEUFMG) no Curso de graduação em Gestão de Serviços de Saúde. Professora e Subcoordenadora do Curso de Mestrado Profissional em Gestão de Serviços de Saúde da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais. Líder do Núcleo de Pesquisa Gestão em Saúde - NUGES e Membro Titular no Núcleo de Estudos e Pesquisas em Urgência e Emergência (NEPEU) ambos da EE/UFMG. Pesquisadora desenvolvendo estudos relacionados aos temas: Enfermagem; Serviços e profissionais de saúde; Liderança; Trabalho em equipe; Gestão de Pessoas; Tomada de Decisão; Urgência e Emergência.

Elaine Santana de Souza Ferreira, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais

Mestranda em Gestão de Serviço de Saúde pela Escola de Enfermagem da UFMG. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela Nova Faculdade (2017). Graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2007). Possui 16 anos de experiência na área de saúde e segurança do trabalho, atuando nos seguimentos de indústria, comércio e serviços. Atualmente atua como Técnico de Segurança do Trabalho da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Atua em Consultório particular com atendimento em Psicologia Cognitiva Comportamental e Psicopedagogia.

Referências

Antunes, P. C., Lagranha, D. M., Sousa, M. F., Silva, A. M., & Fraga, A. B. (2018). Revisão sistemática sobre práticas corporais na perspectiva das práticas inte-grativas e complementares em saúde. Revista de Educação Física, Esporte e Lazer, 30(55), 227-247.

Borges, T. P., Greve, J. M. D., Monteiro, A. P., Silva, R. E. S., Giovani, A. M. M., & Silva, M. J. P. (2012). Aplicação da massagem para lombalgia ocupacional em funcionários de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 20(3), 511-519.

Caçote, C. M. (2013). Vulnerabilidade ao stress profissional e qualidade de vida no trabalho (Dissertação de Mestrado). Leiria, Portugal: Instituto Superior de Lín-guas e Administração de Leiria.

Descritores em Ciências da Saúde: DeCS. 2019. ed. rev. e ampl. São Paulo: BI-REME/ OPAS /OMS, 2019. Disponível em: http://decs.bvsalud.org. Acesso em: 2 jun. 2020.

Ferreira, M. C. (2011). Qualidade de vida no trabalho: uma abordagem centrada no olhar dos trabalhadores. Brasília, DF: Ler, Pensar, Agir.

Ferreira, M. C. (2015a). Qualidade de vida no trabalho (QVT): do assistencialismo à promoção efetiva. Laboreal, 11(2), 28-35.Ferreira, M. C. (2015b). Ergonomia da atividade aplicada à qualidade de vida no trabalho: lugar, importância e contribuição da análise ergonômica do trabalho (AET). Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 40(131), 18-29.

Hipólito, M. C. V., Masson, V. A., Monteiro, M. I., & Gutierrez, G. L. (2017). Quality of working life: assessment of intervention studies. Revista Brasileira de Enferma-gem, 70(1), 189-197.

Kurebayashi, L. F. S., & Silva, M. J. P. (2015). Chinese auriculotherapy to improve quality of life of nursing team. Revista Brasileira de Enfermagem, 68(1), 117-123.

Limongi-França, A. C. (1996). Indicadores empresariais de qualidade de vida no trabalho: esforço empresarial e satisfação dos empregados no ambiente de ma-nufatura (Tese de Doutorado). São Paulo, SP: Universidade de São Paulo.

Lírio, A. B., Severo, E. A., & Guimaraes, J. C. F. (2018). A influência da qualidade de vida no trabalho sobre o comprometimento organizacional. Gestão & Planeja-mento, 19, 34-54.

Luz, M. T. A Arte de Curar versus a Ciência das Doenças. História Social da Ho-meopatia no Brasil. São Paulo: Dynamis Editorial, 1996.

Merhy, E. E., & Franco, T. B. (2008). Trabalho em saúde. In I. B. Pereira, & J. C. F. Lima (Orgs.), Dicionário da educação profissional em saúde (pp. 427-432). Rio de Janeiro, RJ: Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

Ministério da Previdência Social. (2017). 1° Boletim Quadrimestral sobre Benefícios por Incapacidade. Brasília, DF: Autor.

Ministério da Saúde. (2015). Política Nacional de Práticas Integrativas e Comple-mentares no SUS: atitude de ampliação de acesso (2a ed.). Brasília, DF: Autor.

Ministério da Saúde. (2018). Glossário temático: práticas integrativas e comple-mentares em saúde. Brasília, DF: Autor.

Nascimento, M. C., Nogueira, M. I., & Luz, M. T. (2012). Produção científica em ra-cionalidades médicas e práticas de saúde. Cadernos de Naturologia e Terapias Complementares, 1(1), 13-21.

Portaria n. 849, de 27 de março de 2017. (2017). Inclui a Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunicativa Integrativa e Yoga à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Brasília, DF.

Portaria n. 971, de 3 de maio de 2006. (2006). Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Brasília, DF.

Sampaio, J. R. (2012). Qualidade de vida no trabalho: perspectivas e desafios atuais. Revista Psicologia, Organizações e Trabalho, 12(1), 121-136.

Simoni, C., Benevides, I., & Barros, N. F. (2008). As práticas integrativas e comple-mentares no SUS: realidade e desafios após dois anos de publicação da PNPIC. Revista Brasileira de Saúde da Família, 9(Esp), 72-76.

Vieira, T. C. (2017). O Reiki nas práticas de cuidado de profissionais do Sistema Único de Saúde (Dissertação de Mestrado). Florianópolis, SC: Universidade Fe-deral de Santa Catarina.

Zanelli, J. C. (2010). Estresse nas organizações de trabalho: compreensão e inter-venção baseadas em evidências. Porto Alegre, RS: Artmed

Publicado

2020-12-30

Edição

Seção

Artigos