Limites e possibilidades da extensão universitária:
Reflexões a partir de um projeto de Ciência Cidadã em multiplicação de plantas na Educação Básica
DOI:
https://doi.org/10.35699/2318-2326.2026.60475Palavras-chave:
Educação em Ciências, Ciência Cidadã, Extensão UniversitáriaResumo
Este artigo analisa limites e possibilidades da Extensão Universitária como veículo de transformação social, a partir de um projeto de Ciência Cidadã em multiplicação de plantas numa escola pública. Pautado em um modelo colaborativo, professores (da universidade e da escola) e estudantes articularam-se no desenvolvimento de uma investigação científica, na qual realizou-se a coleta de dados, análise, interpretação e disseminação de resultados. Se, por um lado, o projeto propiciou a aproximação entre universidade e a comunidade escolar, fomentado a troca de saberes, por outro, a política educacional vigente regula a prática docente e impacta o potencial da Extensão Universitária em função de prescrever a priori o que será objeto de estudo. A superação desse cenário passa pelo restabelecimento da função política da educação, voltada à socialização do saber sistematizado, que visa o pleno desenvolvimento humano e a transformação social.
Referências
AULER, D. F. (2021) Freire, fermento entre os oprimidos: continua sendo? Revista Brasileira de Pesquisa em Educação em Ciências, [s. l.], vol. 21, p. e33706[1-30].
BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. (2018) Resolução n. 7, de 18 de dez. de 2018: estabelece as diretrizes para a extensão na educação superior brasileira e regimenta o disposto na meta 12.7 da lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano Nacional de Educação - PNE 2014-2024 e dá outras providências. Brasília, DF. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=105102-rces007-18&Itemid=30192, acesso em jul. 2025.
BONNEY, R.. et al. (2009). Citizen Science: a developing tool for expanding science knowledge and scientific literacy. BioScience, vol. 59, n. 11, p. 977-984.
CACHAPUZ, A. et al. (org.); (2005). A necessária renovação do Ensino das Ciências. São Paulo: Cortez, p. 37-70.
CARVALHO, A. M. P. DE; GIL-PÉREZ, D. (2011). Formação de professores de ciências: tendências e inovações. 10. ed. São Paulo: Cortez.
DELIZOICOV, D.; ANGOTTI, J. A. e PERNAMBUCO, M. M. (2002). Ensino de ciências: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez.
DE JONG, O., BLONDER, R. e OVERSBY, J. (2013). How to balance chemistry education between observing phenomena and thinking in models. In Teaching Chemistry–A Studybook: A Practical Guide and Textbook for Student Teachers, Teacher Trainees and Teachers (pp. 97–126). Rotterdam: SensePublishers, p. 97-126.
DUARTE, N. (2020). Um montão de amontoado de muita coisa escrita. Sobre o alvo oculto dos ataques obscurantistas ao currículo escolar. In: MALANCHEN, J.; MATOS, N. S. D.; ORSO, P. J. (org.). A pedagogia histórico-crítica, as políticas educacionais e a Base Nacional Comum Curricular. Campinas: Autores Associados, v. 1, p. 31-46.
FORPROEX. (2012). Fórum de Pró-Reitores das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus.
FREIRE, P. (1987). Pedagogia do Oprimido. Paz e Terra.
FREIRE, P. (2014). Extensão ou comunicação? 25ª ed. Rio e Janeiro. Editora Paz e Terra.
FREIRE, P. (2015). Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 50. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra.
GADOTTI, M. (2017). Extensão universitária: para quê. Instituto Paulo Freire, v. 15, n. 1-18, p. 1.
IRWIN, A. (1995). Ciência cidadã: um estudo das pessoas: especialização e desenvolvimento sustentável. Lisboa: Instituto Piaget.
LAVAL, C. (2019). A escola não é uma empresa: o neoliberalismo em ataque ao ensino público. São Paulo: Boitempo.
LOPES, A. C. (2019). Itinerários formativos na BNCC do Ensino Médio: identificações docentes e projetos de vida juvenis. Retratos da escola, v. 13, n. 25, p. 59-75, 2019.
MACIEL, M. L.; ABDO, A. H.; ALBAGLI, S. (org.). (2015). Ciência aberta, questões abertas – Brasília: IBICT; Rio de Janeiro: UNIRIO.
PACHECO, J. et al. (2023). Ciência Cidadã e a Educação Básica: Uma revisão bibliográfica sobre a Ciência Cidadã, suas tipologias e relações com o Ensino de Ciências. Boletim do Museu Integrado de Roraima (Online), v. 15, n. 1, p. 70-95.
PARANÁ. (2021). Secretaria de Estado da Educação. Referencial curricular para o Ensino Médio do Paraná. Curitiba: SEED/PR.
PARANÁ. (2023). Secretaria de Estado da Educação. Matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias: trilha de aprendizagem em Biotecnologia. Curitiba: SEED/PR.
RUMENOS, N. N. et al. (2023). Ciência cidadã no Brasil: caracterização da produção acadêmica. Observatório de la Economia Latinoamericana, v. 21, n. 10, p. 14592-14608.
SAVIANI, D. (2021). Pedagogia Histórico-crítica: primeiras aproximações. 12. ed. Campinas, SP: Editora Autores Associados.
SAVIANI, D. (2018). Escola e democracia. 43.ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2018.
SCHNETZLER, R. P. (2024). Concepções de Docência em 50 anos de Educação Química Brasileira. Revista da Sociedade Brasileira de Ensino de Química, v. 5, n. 01, p. e052408-e052408.