SABERES DA EXPERIÊNCIA E SAÚDE DOCENTE

ESTUDO DE CASO NUMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35699/2238-037X.2026.51241

Palavras-chave:

Trabalho docente, Saúde mental, Ergologia, Absenteísmo, Ontologia do ser social

Resumo

Pela presente pesquisa, relatada nesta tese, buscou-se investigar a relação entre a atividade humana do trabalho docente e o estado de saúde das professoras de uma escola do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Belo Horizonte (RME/BH). Sua motivação se deu pela análise da sistematização das informações copiladas por pesquisa documental, relativa ao período de janeiro de 2017 a fevereiro de 2020, para conhecimento do absenteísmo docente por doença. Esses dados permitiram identificar a Escola Municipal Torre de Pisa que cumula um baixo índice de absenteísmo por doença. Partindo da hipótese de que o trabalho não adoece, mas sim as condições por ele estabelecidas, no exercício do magistério, formulou-se a pergunta central: Nas mesmas condições de trabalho, qual a relação entre o trabalho docente e o estado de saúde de professores do Ensino Fundamental? Foi objetivo geral: analisar a relação entre o trabalho docente e o estado de saúde dos professores que resulta no baixo índice de absenteísmo docente, por motivo de adoecimento. O estudo se justifica por inúmeros motivos, dentre os quais: atualidade; preocupações com a situação dos trabalhadores em educação; contribuição teórica sobre as possíveis maneiras de os docentes se protegerem contra as manifestações patológicas. O referencial teórico relacionou os temas absenteísmo, formação humana, trabalho e saúde docente. Adotou-se metodologicamente a abordagem quali-quantitativa, e como estratégias de coleta de dados a observação, o questionário e entrevistas. O tratamento das entrevistas foi feito pelo software IRAMUTEQ, que permitiu análises em seis categorias: infraestrutura física/materialidade; empecilhos; motivação da escolha pelo magistério; relações internas; relações com a Secretaria Municipal de Educação; e relações interpessoais. A pesquisa possibilitou a compreensão e o estudo do bem-estar docente na Escola Municipal Torre de Pisa. Averiguou-se que 30% das professoras estão expostas ao estresse; 50% se sentem esgotadas; 80% resilientes e 40% criativas; são felizes e otimistas 50%. Apesar da intensificação e da sobrecarga de trabalho constatadas que desgastam e comprometem o corpo-si, as professoras apresentam normalidade na sua capacidade de se organizarem. As análises permitiram compreender o esforço feito pelas professoras em separar da própria atividade de trabalho o conhecimento objetivo que transfigura o fazer docente em vida, possibilitando a humanização e a manutenção do estado de saúde. A sanidade das professoras resulta da habilidade em criar normas novas para o exercício do magistério, em resposta às flutuações do meio.

Biografia do Autor

  • Leandro Fernando Andrade Ozolio, Prefeitura de Belo Horizonte

    Doutor em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Mestre em Gestão e Avaliação da Educação Pública pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Graduado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerias. Bacharel em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Docente na Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte

Referências

OZOLIO, Leandro Fernando Andrade. Saberes da experiência e saúde docente: estudo de caso numa escola da Rede Municipal de Belo Horizonte. 2023. 326 f. Tese (Doutorado em Educação). Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2023.

Downloads

Publicado

2026-05-15

Edição

Seção

RESUMOS

Como Citar

SABERES DA EXPERIÊNCIA E SAÚDE DOCENTE: ESTUDO DE CASO NUMA ESCOLA DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE. Trabalho & Educação, Belo Horizonte, v. 35, 2026. DOI: 10.35699/2238-037X.2026.51241. Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/trabedu/article/view/51241. Acesso em: 23 maio. 2026.