ENSINO SUPERIOR A DISTÂNCIA NO PRESÍDIO REGIONAL DE PELOTAS
APESAR DA PRISÃO, MENOS PRISÃO?
DOI:
https://doi.org/10.35699/2238-037X.2025.59791Palabras clave:
Direito à educação, Educação a distância, Educação em prisõesResumen
Trata-se de pesquisa que tem por objetivo analisar a utilização da modalidade EaD (Educação a Distância) em contextos prisionais, para fins de oferta de educação em nível superior. O objeto e o campo empírico se constituem nas ações de oferta de graduação, modalidade EaD, para pessoas privadas de liberdade no Presídio Regional de Pelotas (Brasil) e em situação de monitoração eletrônica, as quais são decorrentes de Acordo de Cooperação entre órgãos estatais de gestão do sistema prisional do estado do Rio Grande do Sul e a Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Adota como metodologia o estudo de caso, com utilização de dados documentais, entrevistas, questionários e observações diretas. Neste texto se prioriza o primeiro ano de estudos dos bolsistas em privação de liberdade. Destacam-se aspectos relacionados com o se tornar universitário na prisão e manter-se universitário na prisão, incluindo suas trajetórias, motivações e experiências. Como referencial teórico, nessa abordagem, prioriza-se o criminólogo italiano Alessandro Baratta, o qual propõe parâmetros e possibilidades de se enfrentar a questão penitenciária apesar da prisão, buscando-se torná-la menos prisão. Os resultados da etapa de pesquisa registram potencias da oferta estudada, as quais, contudo, dependem de especial esforço e compromisso de acompanhamento pedagógico e reflexivo-crítico do processo, já que ocorre em contraste com as tradicionais demandas da tríade segregação-custódia-disciplina.
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