Vidrios lascados, prácticas compartidas y resistencia entre los africanos esclavizados y sus descendientes en dos sitios rurales de Río de Janeiro, siglo XIX

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.31239/v7vc8r69

Palabras clave:

Arqueología histórica, Vidrios lascados, Instrumentos sobre vidrio, Diáspora Africana, Resistencia cultural, Zonas morales

Resumen

 

Este artículo aborda el análisis y la interpretación de la colección de vidrios lascados procedentes de excavaciones arqueológicas en dos casas ubicadas en la región rural fluminense, a orillas del Caminho Novo, en Vila Inhomirim, Magé, RJ. El marco temporal asociado a esta materialidad corresponde al siglo XIX, periodo en el cual ambas residencias estaban vinculadas al complejo de la Fábrica de Pólvora de la Estrella. Con la llegada de la Corona portuguesa, esta fábrica comenzó a producir pólvora para su comercialización en el territorio brasileño. Se desarrolla un análisis centrado, especialmente, en los vidrios lascados y su interpretación, a partir de un protocolo específico, con el objetivo de examinar elementos de resistencia cultural, relaciones de solidaridad y el intercambio de conocimientos tradicionales entre diversos grupos de africanos y sus descendientes, ya fueran esclavizados, libres o libertos. Como se pretende demostrar, el uso de estos objetos y la perpetuación de estas prácticas se basaron ampliamente en el conocimiento acumulado por estos grupos, transmitido a lo largo de varias generaciones de descendientes de africanos.

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Publicado

2026-02-02

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

Vidrios lascados, prácticas compartidas y resistencia entre los africanos esclavizados y sus descendientes en dos sitios rurales de Río de Janeiro, siglo XIX. (2026). Vestígios - Revista Latino-Americana De Arqueologia Histórica, 20(1), 3-26. https://doi.org/10.31239/v7vc8r69