Espelhos do universo

olhares na literatura de Borges e de Calvino

Autores

Palavras-chave:

Borges, Calvino, fantástico, signo, perda

Resumo

Este artigo traz uma análise de duas histórias curtas do gênero fantástico: “O Aleph” (O Aleph, 1949), de Jorge Luis Borges, e “Um sinal no espaço” (Cosmicômicas, 1965), de Italo Calvino. O conto borgiano traz uma visão do universo por um pequeno objeto mágico, um microcosmo; ao passo que a narrativa de Calvino, sob outro prisma, o macrocosmo é vislumbrado. Em Borges, a visão é contemplada através das relações eu-outro, numa triangulação amorosa de personagens escritores; em “Um sinal no espaço”, as relações se dão no plano eu-Outro – o simbólico, a linguagem –, pois é de signos literários e imaginários que se trata. Entreolhares, o universo da perda inexorável é contemplado via literatura.

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Referências

BORGES, Jorge Luis. O Aleph. Trad. Flávio José Cardoso. São Paulo: Globo, 2001.
CALVINO, Italo. Todas as cosmicômicas. Trad. Ivo Barroso e Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
CHEMAMA, Roland (Org.). Dicionário de psicanálise. Trad. Francisco Franke Settineri. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1995.
FOUCAULT, Michel. As palavras e as coisas: uma arqueologia das ciências humanas. Trad. Salma Tannus Michail. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
MACHADO, Maria Luiza Bonorino. O espelho e a máscara: o narrador dos contos fantásticos latino-americanos. Porto Alegre: UFRGS, 1999.

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Publicado

2021-03-31

Como Citar

Bortolini, N. S. (2021). Espelhos do universo: olhares na literatura de Borges e de Calvino. Aletria: Revista De Estudos De Literatura, 31(1), 291–312. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/article/view/24316